
Vi hoje a Grande Entrevista (30 minutos...) da Judite de Sousa ao Manoel de Oliveira. Vi e não gostei.
Já aqui há meses vi a Judite entrevistar o renomado cirurgião plástico Ivo Pitangy e tive exactamente a mesma má impressão.
Há certos convidados que simplesmente têm o azar de serem pessoas idosas, e nestas situações a Judite assume um papel de um paternalismo que me dá vómitos.
Não sei se ela fica intimidada pelo vulto que tem à sua frente, pois na maioria das vezes ela entrevista políticos armados em advogados, economistas ou engenheiros, que nunca exerceram as suas verdadeiras profissões, o facto é que ela fica parvinha.
Então não é que ela podia ter aproveitado para aprofundar melhor a questão de alguém que tem 100 anos e adora trabalhar!!! E que tem ainda tanto para fazer em tão pouco tempo (comparado com alguém jovem). O exemplo que ele é para quem todos os dias reclama da vida e vive num marasmo cultural. Não... ela fala mais alto, não vá o senhor não a ouvir, e pergunta quais os segredos culinários de tal longevidade. Em situações em que o realizador divagava sobre os seus projectos e sobre a questão da morte, ela cortava-lhe o raciocínio com mais uma pergunta da treta. Burra.
Vejam a entrevista e digam-me se estou a exagerar...