31 March 2008

Zeitgeist , by Peter Joseph


http://www.imdb.com/title/tt1166827/

este não é um filme de verdades absolutas. É um filme de questões intemporais. Até onde é que vão as nossas vontades? Até que ponto sou livre? Até que ponto o meu pensamento é livre?

É importante abrir a mente e prepará-la para questões, principalmente para nos questionarmos a nós próprios e a questionarmos os nossos pré-conceitos.

Zeitgeist significa, em alemão, literalmente, "o espírito do tempo", tempo no sentido de "era"; a palavra tem imensas traduções e, sendo proveniente do romantismo alemão, revela a observação a posteriori deste espírito sob o olho atento da história. É uma questão de unidade, para a qual todos construímos quer como pessoas, depois como nação e, finalmente, como mundo (Weltgeist).

As implicações filosóficas deste termo, e das considerações daí derivadas para o ser humano como indivíduo, e para a Terra, como "espírito colectivo", quer queiram pensar espiritualmente, como Gaia, ou Deus; quer fisicamente, com a nossa presença e forçosa influência, quer nas vidas uns dos outros, quer no próprio impacto ambiental; e do próprio filme são além de extensas, complexas.

O filme foi um projecto independente de um realizador, Peter Joseph, que sem interesse algum em vender o filme, mas sim em veícular a sua mensagem, criou um site onde o filme está disponível para visionamento online, Zeitgeist-The Movie, com legendas em várias línguas, sendo também possível o download por torrent, ou compra do dvd, para quem quiser. Houve um filme anterior chamado American Zeitgeist, o qual ainda não tive oportunidade de ver. O filme tem muitas mensagens, e uma delas é que devemos procurar, investigar por nossa própria mão, se quisermos saber a verdade, principalmente sobre o que nos dizem. Ah, e a T.V., como alguns de vocês já sabiam/suspeitavam não é um elemento fiável de informação. E principalmente, é um dos piores geradores de pensamento.

Poucos serão os que irão ver o filme (apesar do link acima), muitos mais serão os que não se deixarão tocar. Este filme é enquadrado na categoria de documentário-teoria da conspiração. Eu não concordo, e daí falar nisto. Tem o seu quê de teoria da conspiração, no entanto as suas ideias vão muito mais além. A ideia por detrás do filme é bastante superior a isso. Mas isso eu deixo ao vosso critério.

"They must find it difficult...
Those who have taken authority as the truth,
rather of truth as the authority."

Gerald Massey

daigoro

The Bucket List (2007)

"Nunca É Tarde Demais"
Filme de domingo à tarde para a família toda chorar! Por acaso fui vê-lo a uma sábado à tarde que dá na mesma. by the way, com sala cheia!!! fogo...

Os dois actores como é óbvio só podíam estar muito bem, aliás os papéis parecem ter sido desenhados para eles! É o típico Morgan Freeman muito calmo, culto e sabedor e o típico Jack Nicholson que curte curtir a vida e se está a lixar para os demais. Portanto em termos de representação não há nada a salientar, estão muito bons como só poderia ser. Cenas do filme: é divertido ver todas as coisas que eles vão fazer e muito interessante todos os sítios que eles vão visitar. Quando inevitavelmente a parte da comédia termina e o filme torna-se um pouquinho mais sério oiço gargalhadas numa cena do jack nicholson a não conseguir abrir uma embalagem plástica com o seu jantar... esta gente!! noutro contexto aquilo teria tido a sua piada, no contexto em que foi por favor, foi completamente descabido, esta malta vai ao cinema e nem presta atenção ao que está a ver..
Voltando ao filme, qualquer pessoa sabe como irá acabar a história dos dois personagens: "algures no fim do filme vão morrer" ok, portanto nem dá hipótese de chorar, supostamente. Mas eu com o tema morte... é inevitável, e até me estava a aguentar muito bem, a "gota de água" foi na última vez que vemos o jack nicholson a riscar um determinado item da lista, pronto a partir daí esquece :D quando o filme acabou tinha o pescoço encharcado, sim que eu já não limpo as primeiras lágrimas, deixa lá que logo se limpa tudo no fim :)

Outra coisa que se poderia dizer do filme era:
quando souberem que vão morrer, arranjem um amigo com muito muito muito muito dinheiro e vão curtir à grande! Há lá uma cena de carros altamente! a do pára-quedismo também não está má :)

El Laberinto del Fauno (2006)

Comprei-o hoje! Bons filmes a menos de 10€ na fnac é o que dá... não resisto. E percebi que não tinha chegado a fazer nenhum post na altura que vi o filme, portanto aqui vai.
Vi o filme creio que há um ano, arranjaram-me bilhete para ver a ante-estreia nos cinemas, o filme já tinha estado no fantas onde até ganhou o prémio de melhor filme. Não sou grande grande fã de filmes de fantasia, mas como este filme do Guillermo del Toro ganhou 3 óscars (http://www.imdb.com/title/tt0457430/awards) e o festival do fantas, ok, vamos lá dar-lhe uma chance e acabei por curtir bue o moove!
A história prendeu-me, a parte da fantasia conseguiu não me "massacrar" de seca! pois a história está dividia entre a realidade e a fantasia o que trás um óptimo equilíbrio ao filme. Passa-se em Espanha numa altura qualquer de guerra (já não me lembro de todos os detalhes), tem cenas muitos fortes e cruéis na parte da realidade o que faz com que a miudinha (personagem principal) se vá refugiar no seu mundo de fantasia de uma forma qb. Está muito bom!
Outra coisa que gostei muito no filme foi da voz do Fauno, muito profunda mas no entanto apaziguadora, personagem que nunca sabemos se será dos 'bons' ou dos 'maus' :) só mais para o fim do filme. Adorei o som, a cor e a fotografia do filme, os óscars "estão lá";)
Ganhou para:
- Art Direction
- Cinematography
- Makeup
Nomeado também para:
- Original Score
- Best Foreign Language Film of the Year - Mexico
- Original Screenplay - Guillermo del Toro
Já tinha sido feita uma referência a este filme neste blog ;) no post TOP 2006

25 March 2008

Persepolis




Aqui está um exemplo de como, um desenho animado, pode transmitir melhor (e mais facilmente) a complexidade de uma sociedade em costantes mudanças!
O filme é Persepolis ( http://www.imdb.com/title/tt0808417/) e conta a estoria de uma rapariga que passa pelas mudanças politicas e religiosas da sociedade Iraniana antes e pós "islamic revolution".
Por si só o tema é complexo q.b. e só contá-lo ja requeria alguma "ginástica" de argumento...mas o filme não se fica por ai e adiciona elementos hilarantes de humor (exemplo na imagem acima) com toda a pujança dramática q se espera de uma estoria passada nos meandros de um dos regimes religiosos mais duros. Sim, o ritmo é um bocado acelarado de maneira a contar tudo o que tem p contar (talvez o "defeito" mais comum q se lhe pode apontar) mas por outro lado surprende-nos nos momentos q tem q transitar de uma imagem "querida" p um acontecimento brutal....ou seja, a realidade de viver naquele pais! Pena q para o fim denota-se uma certa perda de vapor.... :-(
Em suma: este filme mostra-nos q a alegria e "criancisse" de crescer é independete do pais onde isso acontece, e por mais dificil q isso seja, a unica coisa q é realmente importante é manter os nossos ideais. SEMPRE!
P.S. Se bem se lembram eu adorei o "Ratatouille" mas este não fica atrás, embora de uma maneira diferente! Por isso o Oscar de melhor filme de animaçao 2007 seria dividido: este ficaria com a cabeça e tronco, o "Ratatouille" ficaria com as pernas! :-D LOL

24 March 2008

there will be blood


humm....
tenho as mãos presas, contraidas de mais, como se o sangue não conseguisse percorrelas como devia.
a respiração é presa e a cada expiração ouço um rugido abafado que o ar provoca ao conseguir escapar.
já sentiram o odio? não o odio por esta ou aquela pessoa que fez isto ou aquilo e que passa com um afagar de cabelo ou uma noite bem dormida. este sentimento é tão dificil de descrever como o amor, a diferença é que sobre o amor já muita gente tentou ... e falhou. sobre o odio nem por isso mas de vez em quando lá aparece alguem que o faz. a maior parte das vezes corre mal. é dificil fazer algo bem feito, tanto apaixonado como quando se odeia verdadeiramente. o mais comum é sair uma canção pop ou uma treta qq tipo gore.
mas de vez em quando, muito de vez em quando, alguem consegue destilar uma infima parte desta gosma. é um veneno preto e viscoso que lentamente toma o lugar do sangue. primeiro é o cerebro que é afectado, fica focado e alerta como um animal selvagem encurralado, os membros enrigessem, tensos pelo constante estado de alerta... no fim respirar tornasse dificil e por fim podesse perder a fala, distorcida por uma garganta que não quer deixar o ar escapar.
assim nasce a besta.
a besta vive e morre como qq outra pessoa mas normalmente pelo meio há sangue...

The Other Boleyn Girl (2008)

Gostei. Muito simples e clean, com bons actores à mistura. Foi um bom filme para ver neste fim de tarde de domingo de Páscoa. http://www.imdb.com/title/tt0467200/
Não sei se muitos de voces já estão familiarizados com a história, eu estava, pelo menos muita gente sabe quem foi a Anna Bolena e qual a sua história. Para quem não sabe e só para localizar cinematograficamente :) Henrique VIII é o pai da Elizabeth (http://www.imdb.com/title/tt0127536/) e este filme passa-se antes dela nascer. Qual é que é a cena? A cena é que (isto é como as novelas) ele é o rei da Inglaterra casado com uma espanhola, Catarina de Aragão, que apenas lhe dá uma filha mulher (irmã mais velha da Elizabeth), farto de não ter filhos machos, acaba por se apaixonar pela Anna Bolena que apenas "cede" ao rei se este se casar com ela. Por isso ficou para a história, fez com que um rei cortasse relações com o Vaticano e criasse a "sua" própria igreja para se separar da espanhola e casar com a sua tão desejada Anna Bolena. Já se percebeu que a Elizabeth será filha desta, certo? A história não se fica por aqui mas já chega, o que importa é a ironia na vida deste rei que tanto fez e tanto quis ter um filho homem que nem fazia ideia que a melhor era da Inglaterra seria governada pela filha que teve com Anna Bolena.
Neste filme ficamos a conhecer a irmã e o resto da família de Anne Boleyn, que eu desconhecia de todo. Há muitos telefilmes e séries sobre Henrique VIII, cada um mostra a história de uma certa perspectiva, e esta é só mais outra. Curti conhecer esta história de Mary Boleyn, mas com os actores: Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana a história fica ainda mais interessante!
De notar que gostei muito mais deste filme (antes da "Elizabeth" nascer) do que do 2º filme da Elizabeth (Elizabeth: The Golden Age) que considerei completamente desnecessário.

19 March 2008

"No Such Thing", de Hal Hartley (2001)


"I'm not the monster I used to be."
http://www.imdb.com/title/tt0248190/
Esta frase abre este filme de Hal Hartley, que alguns de nós conhecerão de "Henry Fool" ( http://www.imdb.com/title/tt0122529/ ) e que mesmo desses, poucos serão os que ficaram impressionadas com o visionamento desse filme há já muitos anos no cine-clube. Devido ao estilo de "under-acting", e o texto, escrito sempre pelo próprio Hartley, ser intelectual e, para alguns, pretensioso, estes filmes não são para todos, apenas para os que 1) não têm as palas nos olhos, 2) para os fãs de cinema anti-pipoca, com algo para dizer, e com muito mais sobre o que pensar. Intelectual, não necessariamente no sentido de usar palavras caras e de expôr as ideias de forma dissecada e extensa, mas, e daquilo de que me recordo, sim o filme é algo maçudo (Henry Fool), muitas ideias e concepções são ali tratadas e pensadas, lançadas apenas, e por ter algo em comum com todo o outro cinema, que eu já tenha tido a oportunidade de assistir, da sua autoria, que é um sentido humano, extremo, profundo.

Neste filme, uma jornalista viaja para a Islândia, em busca de notícias sobre o seu noivo e respectiva equipa de reportagem, após desaparecerem quando foram para lá enviados em busca de uma notícia. Ela sente-se compelida a ir depois de chegar às "mãos" do jornal uma gravação onde um ser mítico reclama a morte da equipa.

A filmagem de Hal Hartley é simples, sem muita contemplação. Na estória está o suco. E esta rábula foi dos melhores dele que vi recentemente. O seu cinema é simples, irónico, com um sentido de humor apurado. Damos por nós a rir de situações estranhas e absurdas, que numa circunstância com um certo teor dramático como "aquela" não faria sentido a risada. Ajuda a tirar peso, mas a colocar também a verdadeira dimensão da vida. Sentido de humor em tudo. E não me venham por favor com a frase: "Há sempre alguém pior", como se esta frase fosse justificar o facto de ter de estar agradecido por algo. Este sentimento (de humor perante a vida) tem de partir de nós, porque também há sempre alguém melhor e não é por isso que desisto de sonhar, e sonhar, tanto no absurdo, como no atingível, por mais absurdo que possa este parecer. Se houvesse deus, ele seria um filho da puta muito sádico, mas com um grande sentido de humor.

O cinema de Hal Hartley é um cinema de alguém que acredita na humanidade, observando e até denunciando todos os nossos erros, malfeitorias, erros de concepção, etc, etc.

É mais do que tudo, apesar de todas as suas contrariedades, e de todos os maus exemplos, fé.
Fé na humanidade.

"Drinking helps"

18 March 2008

"A Woman Under The Influence" de John Cassavetes

http://www.imdb.com/name/nm0001023/

Afogado, preso, e sem saída, forçado, e libertado, a música deu-me novo ânimo, mas ainda nem tudo está bem, e todos tentam novamente, todos querem ajudar e todos acabam por me afogar... UUfffff

Uma mulher com problemas psicológicos, loucura?!?, consideremos que é diferente e que lida com as outras pessoas de forma diferente. Emocional em demasiada para a geração T.V. de hoje em dia, dificilmente suportada pelos outros na altura. A sua loucura torna-se um problema na família. A abordagem é sem dúvida pouco convencional, e dá um twist na questão da loucura e da vida em família.

Este filme é muito bom. É um sufoco ver este sofrimento e todos os meandros desta estória, mas é um prazer ver o sobreviver. No disfuncional, há uma certa harmonia possível e acaba por ser, não belo, sem final feliz, mas vívido, ríspido, forte. Em luta.
A camera subjugada às interpretações, aos actores e seus devaneios. John Cassavetes não teve muitos sucessos, mas foi o maior dos experimentalistas americanos dentro do cinema-vérité. Este filme teve um argumento, mas aos actores era dada alguma liberdade, coisa que se sente em algumas das cenas, e tb é algo que nos faz contemplar, pois uma pausa numa briga não é um momento de calma. A tensão continua presente e existe, densa, como um animal que se move e se molda às paredes, e se estende até nós. Eu colei ao ecrã. A filmagem é genial, e dá uma dimensão sempre forte a cada cena e à sua emocionalidade relativas. A interpretação de Gena Rowlands, a esposa de Cassavetes, está simplesmente genial, e aqui dá para ver como é uma excelente interpretação feminina. Peter Falk, está excelente, sendo o resto do elenco povoado por secundários, e alguns membros da família de Cassavetes.

"Benny's Video"de Michael Haneke [1992]

http://www.imdb.com/title/tt0103793/

Um desconcerto do início ao fim. Com a marca indelével do cinema de Haneke, de certa forma chocante, e depois, expectante, nesta obra . Uma figura gelada é o centro da estória enquanto tudo em sua volta se desmorona. Um deserto claro, estanque, impenetrável de emoções, que é filmado, pela personagem, e por Haneke, e que vive e revive tudo através do seu equipamento vídeo. Mais uma complexa experiência sobre o ser humano, não complexa na desenvoltura da estória, mas na complexidade que nos envolve nesta teia a todos como humanos desde a carne de que todos somos feitos, até à mente que nos determina a todos diferentes. Mas há uns mais diferentes do que outros. Como disse o Afonso, não somos todos iguais, e eles andam aí, iguais aos outros. Podem ser qualquer um de nós.

Benny é um filho negligenciado pelos pais de estatuto médio-alto. Ele passa os seus dias e as suas noites no quarto entre equipamento vídeo, de persianas baixadas (uma camera ligada aponta para o exterior) e entrecortando o seu visionamento do mundo violento nas notícias, com vídeos alugados, sempre com violência sem sentido, em produções "americanas" onde a violência é quase sempre bastante explícita. Revê de forma obsessiva a morte de um porco da quinta num vídeo caseiro feito por ele, chegando ao ponto de em slow-motion observar o momento do impacto da arma usada na morte do porco.
A violência explícita nas cenas "não filmadas", a frieza na observação e detenção de Benny, a absorção da violência pelos outros personagens, a cínica revelação da filmagem que confirma a sua maturidade, a sua passagem a Homem. Enfim, um sem número de coisas que comprovam que este filme é sem dúvida do interesse e levanta muitas questões, sem a certeza das suas respostas.

Ainda mais interessante será saber que este filme antecede "Funny Games" (http://www.imdb.com/title/tt0119167/ ) e que o mesmo actor, Arno Frisch, do filme surge aqui, embora mais novo. Vocês lembram-se do stone-cold-blodded-killer.

Para os interessados em obter este filme, aqui têm um link torrent com a possibilidade de fazerem download do mesmo, com legendas em inglês: http://thepiratebay.org/tor/3465874/
Tentem fazer upload do ficheiro.

15 March 2008

juno




achei o filme lindo. desde o leon ou o mulheres giras, sim natalie portman nos dois, que não aparecia um miudinha impossivel de não se apaixonar.
nem tudo são rosas na estoria, não é uma comedia como aparece em alguns sitios descrito. mas tem uma boa disposição e é um filme de amor. o que é sempre bem vindo, para os romanticos pelo menos.

gostei tanto que não me apetece falar dele bjinhos

p.s. ouvi dizer que não gostaste rui pedro....
TRENGO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MOULIN ROUGE RULES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
bjinho fofinho

10 March 2008

Things we lost in the fire


Um filme simples e muito humano! A realizadora é uma estreante no mundo hollywood, apesar de já ter uma longa carreira internacional. Teve desta vez, a sorte de ser apadrinhada pelo grande Sam Mendes, que foi um dos produtores do filme.
Ela tem uma forma muito simples de trabalhar, onde o resultado é muitas vezes imperceptível, e o valor é todo creditado ao trabalho dos actores, o que para mim é uma mais valia. O filme torna-se leve e sem grande interferência do autor, ou seja, quem vê não se sente manipulado, tornando tudo mais credível no processo. A premissa base da filmagem desta realizadora é essa, a liberdade do actor enquanto personagem, e uma câmara que funciona em torno deste.
Agora em relação aos actores, o Benício del Toro é simplesmente genial, um brilhante actor, que sem dificuldades cria empatia com quem o está a ver. A Halle Berry já esteve melhor neste tipo de registo, mas não posso dizer que comprometa o filme.
Refiro ainda um pormenor, que gostei de ver, mas que a certo ponto me deixou a pensar, será aquilo edição ou realização??Há planos que são cortados para o mesmo plano, mas num momento diferente, e a primeira vez que isso acontece, até parece um erro, no entanto, com a repetição desta opção, vemos que existiu intenção em fazê-lo, resta saber por quem!! Edição ou realização??
De qualquer forma, gostei!

Estreia a negro no fantas

Começo por dizer que depois de teres visto (Sérgio) a curta, ela já foi alterada e em termos técnicos já não apresenta erros. No entanto, esta versão, e apesar de todos os meus esforços, e deve ter sido a primeira vez na vida, que entreguei o projecto com semanas de antecedência, não viu a luz do dia! Para piorar a situação o projector da sala não tinha cores intermédias e foram vários os planos em que não foi possível perceber o que se estava a passar, problemas de quem não tem dinheiro para fazer cinema...
A parte que eu até gostei que tivesse acontecido, foi que, no final, ao contrário de todas as outras curtas, a minha não foi aplaudida, houve um longo momento de silêncio na sala até que um dos outros realizadores o quebrou e conseguiu que toda a gente batesse palmas...
Aproveito para deixar aqui as minhas desculpas a todos os que participaram no projecto e dizer que senti uma profunda tristeza por não poder resolver a situação que foi no minímo vergonhosa, até porque todos os outros projectos tinham produção e não sofreram este tipo de problema de imagem...
Conta a experiência... naquele que, espero que tenha sido o momento " mais escuro " da minha carreira.

09 March 2008

Ulisses! ....exigimos um certo post teu!

Queremos saber como correu a sessao de projecçao da tua curta no Fantas....alguma reacçao positiva, algum comentario sobre o filme, entrevistas, gruppies.....queremos saber tudo! ;)

05 March 2008

Sweeney Todd de Tim Burton ou Filipe La Féria


Sei que ainda pode ser cedo para o maldizer, mas este filme foi o mais irritante que vi, desde que tentei ver "O fantasma da Ópera", o mais recente.

Depois de ter lido: Based on the hit Broadway musical which tells the infamous story of Benjamin Barker...não restaram as dúvidas, o Filipe La Féria faria melhor!!

A fotografia e os ambientes não deixam de gritar Tim Burton... mas ele põe o Alan Rickman a cantar (coisa que só o Filipe faria com qualidade, senão pensem, João Baião)! Ele nem é mau actor...mas a cantar...Oh Deus! Não fosse eu ser ateu, ligava-te da igreja mais próxima, a pedir para encurtares o meu tempo!

A mulher do Tim dá um bom contributo ao filme,ou melhor seria dizer, o seu decote, e um rosto muito bem caracterizado ao estilo de tantos outros que esta já fez, mas sempre que abre a boca, dá vontade de ter Deus no speeddial...

O Johnny, safa-se coitado. Desta vez não lhe pediram para fazer de novo de Hunter S. Thompson, como na treta dos piratas da ilha das férias(sem querer menosprezar estes filmes porque servem o seu propósito, encher as tardes de Natal, Páscoa e Passagem de ano, com um tema propício às ocasiões, os piratas. No entanto, se bem me lembro, Jesus jogava Bowling ao som de Gipsy Kings e não a Caça ao Tesouro)...No entanto, já foi anunciado que haveria mais uma adaptação de outro livro do Hunter... The Rum diary. Será esta, uma boa noticia???

Voltando ao filme, tenho de referir que faltaram os momentos de coreografias em conjunto de todo o cast, coisa que o Filipe jamais deixaria passar, e principalmente, os momentos de silêncio!!
Não posso deixar de criticar, também, a escolha do banana que fez os arranjos musicais... onde está o Elfman? Ele provavelmente salvaria este filme... e aqui, acho que nem Filipe faria um bom trabalho, porque ele no máximo contrataria Dj Pantaleão ou o Pedro Abrunhosa e aí estava tudo perdido na mesma...

The Darjeeling Limited [2007]


Para já, deixem - me começar por agradecer o amável convite para contribuir no vosso blog.



E agora vou falar do maravilhoso filme do Wes Anderson - The Darjeeling Limited[2007].
Não sei se sabem quem é o gajo, mas os seus contributos para o cinema já provaram a sua mais valia neste meio :
The Life Aquatic with Steve Zissou (2004)

Esta é mais uma das suas histórias, onde ele explora uma relação familiar disfuncional, espaço onde ele é único e brilhante.
Ele combina todo um conjunto de emoções, planos e cores que tornam o seu estilo inconfundível, entregando-nos a sua visão de uma forma leve e descomprometida.
Lembro que, este projecto começou com uma curta metragem de baixo orçamento Hotel Chevalier, em que ele conseguiu convencer o actor Jason Schwartzman e a actriz Natalie Portman, a darem os seus contributos, que levaram à produção do filme. Sendo que, ela entra apenas numa cena do filme em si.
Não falarei mais do filme na esperança de que o vejam...


02 March 2008

no country for old men


já à uns tempos que não batia assim...

o melhor dos cohen e mai nada...

são 19:36, o filme acabou por volta das 18:10. vi no UCI e depois vim a conduzir para aveiro. ainda não me apetece falar. se não tivesse dedinhos para escrever isto... não escrevia.
acho que muita gente vai achar grande seca, assim como acharam o fargo. imagino que deve existir alguem no mundo que viu o fargo e jurou pa nunca mais... depois viu a amostra deste e ficou bué curioso com o javier barden, aquela botija de ar comprimido e o caralho da cena da moeda. aposto que essa pessoa ou saiu a meio se foi sozinha ou saiu cheio de vontade de reclamar pelo dinheiro deitado fora fora do cinema onde pode finalmente fumar um cigarro.
ok, dizer qe este é melhor que o fargo é um bocado inconsequente, é mais crescidinho. mais maduro. há menos exageros. o javierzito é mesmo muito mauzão mas o policia não tá gravido e o mauzão no fim não é apanhado a fazer salsichas humanas num cenario de neve... ai que saudades... se calhar o fargo é que é melhor...
digamos que gosto mais deste pq acho que neste os cohen tiveram tomates para dizer exatamente o que queriam dizer enquanto no fargo ...
poema vs prosa, nenhum é melhor mas eu gosto mais de prosa

Fantasporto 2008

Apesar de nunca ter ido a um fantas, sei que neste blog existem alguns fãs e achei que valia a pena fazer referência à curta do nosso amigo Rui Pedro que vai passar na próxima sexta-feira!
E atenção que o Guigui entra na curta!!!! Muitos Parabéns ao nosso Rui Pedrinho, que este seja o primeiro de muitos sucessos!
http://www.fantasporto.com/index.php/programa/sessoes-de-curtas-metragens
Dia 7- 6ª feira-15.15h
Panorama do Cinema Português -Cineclube de Avanca e outros
Indecisão - Rui Valentim - (Port) - 15 min

01 March 2008

Títulos Originais / Portugueses

http://www.65anosdecinema.pro.br/
Enviaram-me este link por mail, resolvi partilhá-lo.
Ainda não explorei muito o site, mas a coisa mais extraordinária que já encontrei é podermos fazer o match dos títulos dos filmes em inglês e português!!! Finalmente!