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06 June 2010

American Beauty (1999)

É daqueles filmes que já há muito tempo sabemos ser bom, que está bem lá no topo! Fui surpreendida pela tv com o filme mesmo a começar... é engraçado saber que o filme é bom, mas depois revê-lo e tomar consciência do porquê. É mesmo preciso ver (ou rever) o filme! Aconselho vivamente! Acho que deveríamos ver certos filmes-chave 1x por ano. Havia alguns pormenores que já não me recordava, e dos que sim recordava já não tinha bem noção de como estavam bem feitos! Ia vendo o filme e pensando: "isto é muito bom".

A história, os personagens, a forma como nos são apresentados, a música, a realização, as imagens, cada detalhe muito bem pensado, muito bem conseguido. O filme é divinal.



Obviamente também já não me lembrava dos óscars que este filme teve e foi nomeado:
- Óscar
Best Actor in a Leading Role Kevin Spacey
Best Cinematography Conrad L. Hall
Best Director Sam Mendes
Best Picture Bruce Cohen Dan Jinks
Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen Alan Ball

- Nomeado
Best Actress in a Leading Role Annette Bening
Best Editing Tariq Anwar Christopher Greenbury
Best Music, Original Score Thomas Newman

02 May 2010

Buena Vista Social Club

Reinventar é sempre a melhor maneira de nos mantermos vivos.
É isto que se vê acontecer neste disco/documentário.
Um grupo de músicos (excelentes músicos) cubanos dos anos 50 ou 60, mas que entretanto tinha sido deixados ao esquecimento são "recuperados" pelo produtor Ry Cooder. A busca do produtor pelos sons tão característicos do Buena Vista Social Club acaba por desvendar um conjunto de músicas fantásticas e os seus excelentes músicos. O sucesso do álbum deu lugar alguns (poucos) excelentes concertos.
Um documentário que nos mostra a humildade de um povo, e a sua capacidade de se manterem "vivos".
Amei o momento em que dois dos músicos já em NY não são capazes de reconhecer o Kennedy ou o Nixon.

Mas acima de tudo a MÚSICA!

Curiosidade: quando perguntado ninguém consegue identificar ao certo o local onde foi o Buena Vista Social Club....

19 July 2009

Instinct (1999)


Gostei mesmo muito do Anthony Hopkins e do que a sua personagem tinha para contar. Como a sua perspectiva de vida mudou, para o que mudou.

Adorei a cena do piscar de olho! ;)

15 June 2009

The Talented Mr. Ripley


Mr.Ripley uma das personagens mais fascinantes e perturbadoras de sempre da literatura policial, o anti herói que ninguém consegue ficar indiferente, pela sua amoralidade e complexidade.

Lá esta ADOREI!!! e devorei o romance policial (1955) da escritora Patricia Highsmith - The Talented Mr. Ripley.

Fui ver o filme, gostei…mas… desilude!!!! Esperava um Mr. Ripley (tal como descrito no livro) mais frio e enigmático e não com aquela fragilidade latente.

Um filme, realizado por Anthony Minghella (do fabuloso The English Patient) com Matt Damon (Mr. Ripey), Gwyneth Paltrow, Jude Law e Cate Blanchett, que é fundamentalmente um thriller com um excelente argumento que, na minha opinião, não faz justiça à grande obra literária em que se baseia.

A estória de um jovem sem perspectivas de futuro que tudo faz para sobreviver em N.Y., e que vê a sua vida mudar de um momento para o outro, quando é contratado para ir a Itália.

Com um cenário europeu como pano de fundo, amores e desamores, vigarices e trocas de identidade.

Um filme bom de ver!!! ;)

24 May 2009

Dorothy Dandridge

Dorothy Jean Dandridge (Cleveland, 9 de novembro de 1922 – West Hollywood, 8 de setembro de 1965) foi uma atriz e cantora estadunidense.
Foi a primeira atriz de origem africana a ser indicada ao
Oscar de melhor atriz. Também foi a primeira mulher negra a aparecer na capa da revista Life e a se apresentar no Waldorf-Astoria Hotel.

in Wikipédia








Não tinha o mínimo conhecimento desta actriz.

Da sua história como sendo a 1ª negra actriz e cantora a fazer muita coisa na época da Ava Gardner, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, etc... como por exemplo ser a 1ª actriz negra nomeada para um óscar pelo papel principal.

Vi o filme Introducing Dorothy Dandridge (1999), aka Face of an Angel, onde ela é interpretada pela Halle Berry, que diria até estar muito bem para o papel.

O que é certo é que fiquei a ver o filme!

23 April 2009

Grass

Um relato exaustivo sobre a "guerra" à Marijuana nos EUA.

Desde que foi introduzida no pais, nos anos 20 pelos emigrantes mexicanos. Todos os mitos que se criaram à sua volta. O momento alto dos anos 70. A criacao da DEA. E as mais recentes políticas.


Nao traz nada de "novo", e tem uma visao bastante imparcial.


Engracado de notar que de certa forma as técnicas de combate aos "problemas" continuam as mesmas, independentemente do assunto em questao.

15 August 2006

Nunca tinha visto o filme...

Matei-me a rir!!!
Por momentos tenho de fazer pikenos sacrifícios para ver um filme "japonoca" ou "amigo de japonocas", tenho de me mentalizar para o facto de ir ver um filme onde tenho de ter paciência... muita paciência. Mas eu até curto o Kitano.
Neste filme também há desses momentos, mas que são logo compensados com uma gargalhada minha! E ontem à noite dei algumas boas gargalhas, foi fixe!! Juro que pensava que o filme acabava com os dois na praia de mão dada depois de verem a mãe do puto. Mas ainda bem que não, com aqueles 3 estarolas que apareceram a seguir, foi só rir!
A brutalidade do personagem principal intercalada com momentos do mais parado possível tá demais! Que psico que o gajo era!!!
Curti bue o filme!

(não vi o início do filme... não o tenho gravado. vi um nadinha antes de eles iniciarem a viagem, na parte de uns putos a treinarem sapateado)

O verão de Kikujiro

Convinha-mos, Takeshi Kitano, é actualmente um dos melhores representantes do “silent-humor” da actualidade do cinema! Com esta maneira tão “sui-generis” de actuar o realizador/actor consegue, muito eficazmente, criar um ambiente que propicia sensações muito mais profundas que vão alem da simples imagem que apresentam. È o caso deste “O verão de Kikujiro”. À primeira vista um road-movie” bastante escorreito, que nos traz dois personagens que não podiam parecer mais diferentes! … mas é com o passar do filme que nos apercebemos o quanto objectos como, a aparente violência do personagem, o humor esporádico, são apenas veículos para potenciar as sensações que vêem mais tarde.
Parece-me correcto afirmar que o realizador procura retratar nos seus filmes uma busca de identidade dos personagens após uma tumultuosa vida (ou parte dela). Ou seja, só depois de “batermos no fundo” é que podemos realmente descobrir o que nos somos / onde podemos ir. (veja-se o caso de “Brother” e de “Dolls”)
Realce para as cenas oníricas representando “mundos paralelos” que parecem já ser um hábito no realizador. Trazem-nos como um extrapolar exacerbado de uma realidade paralela, tipo sonho. Para isso ele, ele utiliza, as “personagens demónios”, referencias a demónios, dragões, pedófilos, etc… , com uma luz muito especifica e cores muito puxadas.
No final ficou a impressão que o filme podia “bater” um bocado mais, mas esta lá toda a magia “kitano” ….. aquela “meninice” com que ele carrega o filme todo!