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28 February 2011

Blue Valentine

Ryan Gosling e Michelle Williams vestem as peles de Dean e Cindy, um casal em sérias dificuldades para manter uma relacao na corda bamba.

É uma história simples e até corriqueira. Mas o problema nao foi esse. Na minha opiniao, poderia ter sido melhor apresentada e/ou explorada. Até tinha algum potencial como drama - mostra toda uma série de problemas e situacoes com os quais uma pessoa pode facilmente relacionar-se, mesmo sem ter passado por algo semelhante. Em vez disso, foi um filme muito cansativo, nao só em termos de narrativa, mas também visualmente (parece que foi filmado com uma câmara de trazer por casa) e a falta de carisma destes 2 actores é demasiado óbvia.

Nao me convenceu.


27 February 2011

Animal Kingdom

Após a morte da mãe, Josh (James Frecheville) vai viver com a avó e entra em contacto com uma realidade muito diferente daquela à qual estava habituado. Basicamente, a avó e os tios são criminosos.

Morre muita gente, passa-se muita coisa, mas não há grande conteúdo ou substância. Parece que entramos numa história que já vai a meio e nunca se consegue propriamente apanhar o fio à meada. Falta fluidez, falta uma narrativa em condições e falta uma história com interesse.

Curiosamente, achei que havia alguma semelhança entre as personagens de Jacki Weaver e Melissa Leo (The Fighter). E reparei que a Jacki Weaver tem umas parecenças físicas com o Chucky.

Durante os primeiros 5 minutos achei que ia ser um filme interessante. Errado. Foram 113 minutos muito longos.

21 February 2011

Rabbit Hole

Becca (Nicole Kidman) e Howie (Aaron Eckhart) procuram restabelecer as rotinas da vida em comum após a perda do seu filho de 4 anos. O filme desenrola-se 8 meses após a tragédia e, embora seja um pouco parado... na verdade nao poderia ser de outra forma.

O cerne aqui é o drama emocional, o voltar ao normal depois do impensável ter acontecido, o tentar encontrar algo que dê algum sentido à vida. É interessante ver as formas tao diferentes que as pessoas têm de lidar com este tipo de situacoes. Realmente, nao há receitas nem curas milagrosas...

O Aaron Eckhart nao me convenceu, mas a Nicole Kidman está fantástica. Ainda nao vi o Blue Valentine, mas para já... Estou inclinada para a Nicole (actress in a leading role). A Dianne Wiest também está muito, muito bem.

Um filme a ver.

Winter's Bone

Ree Dolly, uma adolescente de 17 anos, tem a difícil tarefa de tomar conta da mae e dos 2 irmaos mais novos. Tudo se torna ainda mais complicado quando o sheriff lhe comunica que o pai - um traficante local - usou a casa como garantia para a sua fianca. Caso ele nao apareca para o julgamento, Ree e a família perderao tudo. Ree tem portanto uma semana para encontrar o pai.

Este filme fez-me lembrar o Frozen River. Passa-se numa terreola remota, o cenário é desolador, há imensa miséria, pobreza e afins e meia dúzia de personagens tentam subsistir da melhor maneira que sabem e podem.

O enredo é pobre e pouco interessante e o filme é um pouco enfadonho.

O grande destaque vai para Jennifer Lawence no papel de Ree Dolly.


127 Hours

Baseado em factos reais, 127 Hours retrata a incrível luta pela sobrevivência de Aron Ralston, após ter ficado entalado por um pedregulho, numa fenda do Blue John Canyon, no Utah.

Apesar de se tratar de uma história assombrosa, poderia muito facilmente traduzir-se num filme monótono e fastidioso, visto que 85% do tempo é passado num espaco físico limitadíssimo e o elenco se resume quase exclusivamente ao James Franco. Danny Boyle nao só conseguiu evitar a potencial monotonia, como, na minha opiniao, criou um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. A angústia que se sente perante toda a situacao e a escolha de Ralston é avassaladora...

James Franco está simplesmente fantástico.

Para além de tudo, tem planos lindíssimos - mas, dado o cenário natural, nao me parece que seja algo muito difícil de conseguir :-)

31 January 2011

True Grit

Segunda adaptacao do livro de Charles Portis, desta feita pelos irmaos Coen.
A história é protagonizada por Mattie Ross (Hailee Steinfeld), uma miúda de 14 anos que procura vingar a morte do pai. Para isso, vai contar com a ajuda de Rooster Cogburn (Jeff Bridges) e do ranger LaBoeuf (Matt Damon).
Devo dizer que o género nao me cativa particularmente e, por isso, este filme soube-me a pouco. É escusado dizer que os diálogos sao muito bons, que o Jeff Bridges é fantástico e que o resto dos actores estao à altura. Também é escusado dizer que há pormenores realmente bons no filme e que reflectem bem o estilo dos manos. Mas continua a saber-me a pouco...

02 November 2010

La Teta Asustada

Filme de Claudia Llosa (sobrinha do Nóbel da literatura - Mario Vargas Llosa), vencedor do prémio Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2009, nomeação para os Óscares na categoria Melhor Filme Estrangeiro em 2010.

Conta-nos A história de Fausta (excelente interpretação de Magaly),

que tem uma doença chamada “teta assustada”, que se transmite , segundo a crença indígena local, pelo leite materno de mulheres violadas durante a guerra terrorista do Peru.

Um filme sobre medos, questões como o isolamento, a incompreensão, o paralelismo da vida dos índios pobres e dos brancos ricos, que habitam mundos distintos, cultural, económica e fisicamente. O pesado portão da mansão da pianista nada mais é do que outra metáfora desta separação e desconfiança mútua.

Um filme interessante.

05 September 2010

35 Shots of Rum

Este filme assenta em apenas meia dúzia de personagens, sendo as principais Lionel e Joséphine, pai e filha que partilham um apartamento e uma relação afectuosa algo complicada; Gabrielle, a vizinha e amiga que nutre sentimentos não correspondidos por Lionel; Noé, o jovem enigmático apaixonado por Joséphine e René, o amigo que se apercebe dos erros cometidos quando se reforma.

É um filme sombrio e um bocado irritante; dá a sensação de que as vidas deles estão numa espécie de hiato, à espera de um acontecimento que lhes dê o empurrão de que precisam para seguir em frente.

Sobre a realização: pareceu-me ter demasiados planos que em nada contribuem para a história. Por outro lado, há imensas coisas que se passam fora do ecrã, mas não é preciso ter uma grande imaginação para perceber quais são.

Não posso dizer que tenha gostado particularmente, é um bocado deprimente. Mas vê-se bem.


26 August 2010

Sonhos Roubados



Quem disse que sonhar não custa???!!!


Um filme de Sandra Werneck com excelentes interpretações , que nos mostra, de uma forma leve e sem lamechices ,diversas estórias de vida das meninas que vivem nas favelas do Rio de Janeiro. São debatidos temas pesados como, abuso e pedofilia, tráfico de droga/consumo, gravidez adolescente, o preconceito etc… mas de uma forma bem leve e sem drama.


Eu diria que em vez de ROUBADOS os sonhos foram PERDIDOS, ou numa visão mais optimista e esperançosa, APENAS ADIADOS, porque o filme termina, mas as estórias das meninas continuam…


Gostei do filme embora reconheça que não acrescenta nada de novo, é uma versão feminina da “cidade de Deus”, mas vale ver!


Destaco a música de abertura e a coragem da realizadora em alguns planos.

11 August 2010

Lebanon





Um filme de guerra, mas não um filme de guerra como tantos que têm surgido…


Filme vencedor do Leão de Ouro (prémio de cinema de Veneza) de Samuel Maoz, mostra-nos a realidade do conflito de 1982 no Líbano, numa abordagem intimista, dado que o realizador viveu esses conflitos, e muito, mas mesmo muito, intensa.

Uma abordagem radicalmente inovadora da guerra, filme de grande intensidade dramática e psicológica acompanhado de uma excelente banda sonora, que torna cada cena mais e mais intensa.

Um filme a ver e rever.

15 June 2010

A Single Man


Filme de Tom Ford, Baseado no livro de Christopher Isherwood com as excelentes interpretações de Colin Firth (prêmio de Melhor Actor no Festival de Veneza e no BAFTA, além da indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro) e Julianne Moore, destaco também a fotografia de Eduard Grau.

Quando começamos a ver este filme sentimos “entrar” na angústia do personagem, um professor universitário sozinho e sem um sentido para a vida.

Uma estória de idas e vindas, relacionamentos e solidão, existência e dor numa espécie de dança da vida, acompanhada pela banda sonora de Abel Korzeniowski, que incute força e impacto às cenas.

É uma estória humana e mostra que humanidade e afectos, assim como angústias e perdas, são das coisas incontidas, que independem da orientação sexual.

… na vida há coisas que não se programam, elas simplesmente acontecem!

Excelente estreia do estilista Tom Ford, um filme que vale muito ver, para quem ainda não viu RECOMENDO!

13 June 2010

Estômago

Um filme de 2007 que SÓ estreou em Portugal no dia 13 de Maio 2010!!!!!

Filme de Marcos Jorge sem os actores de renome mas com actores novos que nos sabem contar esta estória e a tornam empolgante.

O Poder é um tema fascinante nas relações humanas. Aparentemente, Estômago é um filme sobre a estória de um cozinheiro do interior do Brasil que vai para a cidade grande, mas na verdade é um filme sobre como se obter O PODER através da comida.A comida aqui é usada como metáfora de diversas outras coisas…

Drama, poder, humor, ironia, o politicamente incorrecto, a luxúria, a inocência, maldade, violência …tudo isto podemos esperar deste filme!






Vale ver!

07 April 2010

Un prophète

Um filme de Jacques Audiard (“De battre mon coeur s'est arrêté”) grande prémio do Júri no Festival de Cannes 2010, grande vencedor dos prémios César (“Óscares” do cinema francês), arrecadou no total 9 césar, entre eles o de melhor filme e de melhor actor (Tahar Rahim ), ganhou também o prémio BAFTA e o Globo de Cristal na categoria de Melhor Filme e ainda o Globo de Cristal na Categoria de Melhor Actor, esteve nomeado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro para os Globos de Ouro e para os Óscares de 2010.


Um filme que nos conta a estória de um jovem árabe analfabeto, frágil e inexperiente, condenado a seis anos de prisão.

Uma obra realista, crua e arrebatadora, que nos mostra a vida de um homem que aprende a sobreviver na prisão, um filme de prisão, máfia, mas acima de tudo de aprendizagem e sobrevivência.
Destaco a interpretação “Tahar Rahim” é mesmo muito boa, é muito interessante ver as alterações da personagem e a sua evolução ao longo do filme. Há uma cena que determina toda a mudança ,e o actor soube transmitir essa mudança com o olhar, na vida do personagem e nós que estamos a ver sentimos essas alterações.





Vale ver!

22 March 2010

Fish Tank


Tive a oportunidade de ir ver este filme ao Fantasporto e ADOREI!


Um filme de Andrea Arnold com Katie Jarvis (actriz revelação, o filme “vive” do seu brutal desempenho) e Michael Fassbender (Hunger), Foi prémio especial do júri em Cannes 2009, nos BAFTA vence o prémio de Melhor Filme Britânico no Fantasporto 2010 ganha o prémio de Melhor Filme na Semana dos Realizadores.

A vida urbana que nos é mostrada com um realismo desarmante é claustrofóbica. É um aquário no sentido figurativo.
Um filme que nos retrata um pouco da cultura underground inglesa, com alguma handycam à mistura que de forma tão exímia converge imagens características de um bairro social ou de uma paisagem mais suburbana e rural. E essa estética deixa-nos desconfortáveis durante todo o filme. Porque a dureza das imagens e das situações é tamanha, mas muito real.

Observamos influências de Gus Van Sant e Mike Leigh (dos primeiros anos) tais como, a imagem no ecrã ser quadrada, (para nos contar a estória da jovem, BEM PERTO DELA ,e para nos dar a ideia da claustrofobia) e em algumas cenas surge uma câmara lenta que faz lembrar Paranoid Park .Lembramo-nos também de Mike Leigh, nos primeiros filmes, o mesmo desejo de observar, de uma forma evasiva, uma certa realidade de uma classe social trabalhadora inglesa, através de um retrato muito realista de relações humanas e em, principalmente no seio da família, como elas podem ser cruéis e/ou completamente disfuncionais.

Um drama escuro sem promessas nem esperança, que oscila em momentos dramaticamente divertidos, com cenas mais introspectivas e em que a ironia é uma constante assim como a crítica social.

vale ver!

17 February 2010

The Lovely Bones

Susie Salmon (Saoirse Ronan) é assassinada aos 14 anos e fica "presa" numa espécie de purgatório, de onde consegue observar a sua família, que se debate com uma nova realidade, à qual tem de se adaptar.

As actuacoes sao muito boas (em particular Saoirse Ronan, Stanley Tucci, Rachel Weisz e Rose McIver) e o filme comeca muito bem. Mas… Tornou-se bastante chato e tive a sensacao de que, a certa altura, perdeu-se o fio condutor.

O filme peca por excesso e por defeito (em aspectos diferentes, claro está). Embora seja visualmente muito bonito, as cenas no in-between sao demasiadas e muito longas e pouco ajudam a perceber o que aconteceu a Susie (tanto durante como depois do homicídio). Por outro lado, a vida terrena (e com isto refiro-me às personagens que nao morreram) foi pouco explorada.

No final, a Susie fala nos lovely bones que foram criados após a morte dela. Eu nao vi nada. Aconteceu tudo fora do écran. Faltou ali muita coisa.

Houve também um momento de "palhacada" com a Susan Sarandon, que era completamente desnecessário. Deu-me a sensacao de que nao se enquadrava no filme…

Desilusao.

08 February 2010

The Blind Side

Este filme baseia-se na história verídica de Michael Oher (Quinton Aaron), mais um adolescente desfavorecido, que tem a sorte de ser acolhido por Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock).

Graças ao apoio e à ajuda da sua nova família, Michael torna-se uma peça fundamental na equipa de futebol americano da escola que frequenta, acabando por despertar o interesse de inúmeros treinadores de equipas universitárias. Para garantir que Michael tem as notas necessárias para entrar numa universidade e obter uma bolsa de estudos, entra em cena Miss Sue (Kathy Bates).

É uma história com um final feliz (e ainda bem, por ser verídica!).

O pior do filme: O background de Michael é pouco explorado. Aliás, toda a personagem dele é pouco explorada.

O melhor do filme: Jae Head, no papel de S.J. Tuohy e a já referida Kathy Bates. A Sandra Bullock está bem, mas eu nao a suporto...!




03 February 2010

Precious

Precious (Gabourey Sidibe) é uma jovem de 16 anos, quase analfabeta, que sofre abusos sexuais, físicos e emocionais. A certa altura, é expulsa da escola e é-lhe oferecida a oportunidade de frequentar uma instituicao alternativa, que a vai ajudar a dar um rumo à sua vida.

Aquilo que parece ser uma história simples e até bastante corriqueira, chega até nós de uma forma poderosa e chocante. É incrível, mesmo. Deixa-nos com um nó na garganta, mas ao mesmo tempo consegue transmitir uma sensacao de… sei lá, de assombro, admiracao. E uma mensagem de esperanca.

Gostei mesmo muito. Recomendo. É um soco no estômago, food for thought.

Fiquei a pensar se a nomeacao de Gabourey Sidibe para o Oscar de melhor actriz faz tanto sentido quanto isso. O papel requer que ela se apresente de forma quase inexpressiva durante 90% do filme…

Quanto à nomeacao da Mo'nique (no papel de Mary, mae de Precious) para melhor actriz secundária: uau. A mulher tem definitivamente os seus 15 minutos de fama quando, quase no final do filme, numa explosao emocional, explica a lógica por trás de todo o seu comportamento. Está mesmo muito bem.

Ah, é verdade. Por lá também aparecem Lenny Kravitz e Mariah Carey.

02 February 2010

Das weisse Band



Um filme de Michael Haneke (La pianiste, Funny Games U.S.), E QUE FILME!!!! Já não via um filme assim há muito tempo.


Uma estória fascinante bem ao modo David Lynch, filmada a preto e branco, em tom glacial que nos transporta para um ambiente de guerra. Uma aldeia protestante da Alemanha do Norte, em vésperas da primeira guerra mundial. A corrupção, os segredos obscuros e a violência que se escondem por trás da cortina moralista de boa parte de uma comunidade de camponeses alemães, O espaço da acção é uma escola que é alvo de estranhos acontecimentos, naquilo que parece um ritual de punição.


«Não existe uma só verdade, apenas a verdade pessoal.» MICHAEL HANEKE

RECOMENDO!

25 January 2010

A Serious Man

A Serious Man passa-se no final da década de 60, num subúrbio (muito judeu!) do Minnesota. A personagem central desta história é Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg), um professor de Física, cujo mundo comeca a desabar de um momento para o outro.

A história é absurda, hilariante, pungente. Apesar de o ritmo do filme ser bastante calmo, os acontecimentos sucedem-se de uma forma quase vertiginosa. E sempre sem razao ou background aparente. As coisas pura e simplesmente acontecem, sem que Larry perceba como, ou porquê. Porque raio estará Hashem (Deus) a tratá-lo desta maneira?

No final (bastante abrupto) do filme, nada é explicado. É um grande puzzle, que nao chega a ser montado. Tal como algumas das personagens que se cruzam com Larry lhe dizem, "We can't know everything", ou "Accept the mystery".

O elenco: muito bom :-)

Gostei imenso do filme e recomendo. Mas eu sou suspeita; costumo gostar de tudo o que os Coen fazem...

12 January 2010

The Last Word

Evan (Wes Bentley) é uma personagem estranha, isolada e solitária, que ganha a vida a escrever notas de suicídio para pessoas que não conseguem articular de forma eloquente as suas últimas palavras.

No funeral de um antigo cliente, conhece Charlotte (Winona Ryder), por quem se irá apaixonar mais tarde.

O melhor do filme é sem dúvida a personagem absolutamente hilariante de Ray Romano, o mais recente cliente de Evan. E é precisamente esta personagem - Abel - que acaba por nos ajudar a perceber como é que Evan optou pela carreira sombria (para não dizer algo pior) que tem.

Eu não nutro uma grande simpatia pela Winona Ryder, dispensava-a. E o Wes Bentley... Não sei, nunca o tinha visto em lado nenhum (ou nunca tinha reparado nele), mas também não me convenceu. Ou se calhar fui influenciada pelo facto de achar que o homem, profissionalmente, era um abutre. Mas gostei bastante do filme. É forte, original e macabro. Muito negro. Acho que vale bem a pena ver.