Showing posts with label 1995. Show all posts
Showing posts with label 1995. Show all posts

05 September 2010

Toy Story

Foi muito bom rever este primeiro Toy Story, um filme extremamente simples, e verdadeiramente para crianças.
Só para relembrar, a história anda à volta do grupo de brinquedos de Andy, onde Woody era o brinquedo favorito, até que um Guerreiro Espacial, Buzz Lightyear, lhe tira o lugar. Woody e Buzz, após um grande aventura, lá acabam por ser grandes amigos.

Gosto particularmente da voz do Woody, que é o Tom Hanks

E da cena Thriller que os brinquedos fazem para assustar Sid, o miúdo que torturava brinquedos.

08 April 2009

Persuasion (1995)

Mais um filme adoptado de um romance de Jane Austen: Persuasão. Achei a história bem mais interessante que o filme em si. A minha mãe que leu o livro há mil anos disse que não tem nada a ver, pois isto nos livros tem outra intensidade, os sentimentos estão mais declarados, parecem mais profundos e sabemos o que cada personagem vai pensando em cada acontecimento.

*** spoiler alert just in case :P ***
Este romance passa-se na época em que a guerra tinha acabado por conta do Napoleão Bonaparte ter sido exilado para a Ilha de Elba (1814). Mas afinal não! Já tinha havido história 8 anos antes, a mocinha gostava do mocinho, como o mocinho era pobre e estávamos na Inglaterra em início de século XIX, cheia de preconceitos e de casamentos por interesse, tudo e todos fizeram para persuadir esta mocinha a não ficar com o mocinho. Eis que o mocinho foi pa guerra e assim conhecer o mundo, voltou rico! E obviamente cheio de orgulho. Será que o amor pode resistir durante tanto tempo? Adicionando outros obstáculos actuais (que nem vou falar). É óbvio que há outras mais mil peripécias... isto não se centra só nestes dois...

Achei as gajas todas muito parvas, mas muito parvas mesmo! Excepto a mocinha do filme! O que achei engraçado e em comum com o Orgulho e Preconceito foi ter um gajo giro, interessante, simpático, bem falante, cheio de boas maneiras e que afinal não passava de um oportunista!! :D Isto devia ser do mais comum naquela época!

Deve ter sido o último ou um dos últimos romances de Jane Austen, pois reparei que faleceu em 1817!

30 September 2008

Forget Paris (1995)

Deve ser a semana ou o mês do Billy Crystal no canal hollywood...
Agora foi este Forget Paris desta vez escrito e dirigido pelo próprio Billy Crystal.
Custou-me a lembrar de onde conhecia a protagonista, mas fez-se luz e é a Debra Winger do Oficial e Cavalheiro :)
(os filmes têm 13 anos de diferença)



Fiquei a ver o filme porque no início aparece uma actriz que costumo ver numa série da Fox Life que adoro, Men in Trees, é a chief Celia (Cynthia Stevenson) :D

28 September 2008

"La Jetée" de Chris Marker [1962]




"La Jetée", traduzido livremente para português: O Cais, sendo também um possível jogo com o quase homófono, Ali Estava Eu (Là J'étais). Curta épica de Chris Marker que deu origem ao americano e renomado filme de Terry Gilliam, "Twelve Monkeys", [1999], cujos direitos Marker cedeu sem exigir nada em troca, e sem querer sequer interferir na obra segunda. Segundo Marker, se a a sua curta havia servido para inspirar algo mais, pois então que o levassem avante sem contemplações, e que explorassem as suas ideias até à (virtual) complecção.

As possíveis várias interpretações fónicas do título desta obra, são também indicativas das possibilidades interpretativas e generativas de pensamento desta e de todas as obras de Marker (pelo menos das que já tive o prazer de assistir).



Marker é obcecado pela memória e suas constantes sobreposições de fabricações interiores, re-interpretações normais e naturais, mesmo automáticas, para o ser humano, sem que com isso nos preocupemos em demasia. Marker adorou o conceito do filme "Vertigo" de Alfred Hitchcock [1958], conceito esse presente neste filme em que um homem é obcecado por uma imagem, neste caso, de infância, de uma mulher. Após a 3.ª Guerra Mundial, os humanos vivem no subterrâneo como forma de escapar às austeras condições ambientais no exterior, efectuando experiências de viagens no tempo na tentativa de recuperar/recolher formas de sobreviver no "presente".

Esta curta-metragem, de 27 minutos, com um ritmo assombroso, e imagens lindíssimas, é contado em forma de foto-novela, com um momento, um singular momento, que é tão belo quanto fugaz, tão etéreo quanto o presente (o conceito de presente, de agora). Esse momento é a verdadeira homenagem ao cinema. A verdadeira homenagem à imagem-em-movimento, quer se acredite quer não, efectuada num filme que se "movimenta" imagem a imagem.

Tenho vindo a admirar cada vez mais a complexidade da obra deste artista em todas as suas vertentes. Além de se dedicar a uma intimista visão do documentário-filosófico (Marker estudou com Jean Paul Sartre) numa perspectiva mais cinematográfica, é também desde os inícios do video um entusiasta.

Muito mais há para explorar sobre este autor, pelo que isso deixarei aos mais interessados, pela vídeo-arte, e por conceitos que se misturam como cinema, vídeo, futuro e presente. Como extra ver o meu post anterior, [Room 666, de Wim Wenders] .



daigoro