11 April 2008

"Network", de Sidney Lumet [1976]


Talk about bad T.V..
"Network" é um filme de 1976, de Sidney Lumet, que eu apenas havia "visto" em "Serpico", 1973, ou em "12 Angry Men", 1957 , ambos óptimos exemplos da necessária maestria apontada a um realizador, e Network não foge à linha de um realizador interventivo, à frente do seu tempo, colocando questões que nós (alguns) apenas nos colocamos agora. E mais do que as colocar, julga-as no mesmo MEIO que usa para as expor, a T.V.. Sim, a t.v., mas em maiúsculas. Aquela que nos deteriora a mente. A manipulação da mente através da programação, baseada em estudos de mercado e em campanhas de marketing. Como diria o "Bulworth" ( de Warren Beaty, 1998), "Cut to commercial, cut to commercial".

Sidney Lumet expõe de uma forma displicente, e sem categorizar, contemplar, ou julgar, a ética de mostrar os vários aspectos da nossa cultura actual, e principalmente no preço que asseguradamente todos nós têm pendente sobre a sua cabeça, como passível de ser vendável, ou potencial comprador de determinado produto.

A premissa do filme não poderia deixar de ser apelativa. Um apresentador de telejornal é despedido, entrando numa espécie de transe expondo a sua raiva, profetizando revelações concernentes a todos. O canal de televisão resolve explorar esta precognição de tão invulgar profeta.
Um elenco de luxo, com Peter Finch à cabeça, vencedor de vários prémios incluindo o Oscar para melhor actor. Elenco de luxo tendo arrebatado os Oscares dos actores neste ano quase todos, incluindo o de melhor argumento original. Faye Dunaway, está uma princesa do gelo, bela e distante, Robert Duvall, aguerrido e com a ganância verde nos olhos, bem viva.

A realização de Sidney Lumet é consciente e extremamente consistente, mostrando de forma voyeurística aquilo que já é observado, quer pelo espectador, como incógnita sempre presente do mundo da televisão, quer pelos responsáveis pelo canal de televisão que resolvem colocar Howard Beale no ar, juntamente com as suas "lunáticas" e proféticas visões enraivecidas. A camara de Lumet deambula entre este mundo, conscientemente assumindo a existência desse invísivel (o público), mas colocando-se de forma fatídica à margem de qualquer envolvimento.

Este não é um filme sobre a televisão, mas sim sobre o abusador poder desta, e a sua esmagadora capacidade de vulgarizar, talvez mesmo destruir, tudo aquilo em que toca.

"All we say is,
«Please. At least leave us alone in our living rooms.
Let me have my toaster, my TV, my steel-belted radials.
I won't say anything. Just leave us alone.»
I'm not gonna leave you alone.
I WANT YOU TO GET MAD."

Howard Beale, in "Network"

daigoro

10 April 2008

henry&june


revi o "henry&june" aos bocados. intermitentemente num misto de saborear e de dificil de engolir.
lebrava-me de muito pouco, mas à medida que o filme ia passando ia-me relembrando e lembrando do que senti à tantos anos atras quando o vi pela primeira vez. as partes que mais me tinham marcado e as que nem por isso e por isso mesmo agora me tomaram de surpresa. ai ai a maria de medeiros... perto dela a uma thurman parece tão vulgar.
uma coisa que não me lembrava era do ar teatral que se respira durante o filme, como se conseguisse cheirar a madeira velha de um teatro qualquer. outra coisa que não me lembrava era da inocencia, se calhar candura é melhor, que nos embala e rodeia lentamente como um nevoeiro que não se ve chegar. por isso mesmo as partes mais tensas, violentas, são verdadeiramente angustiantes pelo contraste com tudo o resto.
deu-me vontade de escrever...
um dos promenores que não me lembrava e me surprendeu é que ela só publicou certas coisas depois do marido morrer. respeito é muito bonito e eu gosto, ja dizia a minha mãe. um toque de classe extra.
para acabar apetece-me ir ao inicio. o titulo. aqui esta outro toque de classe extra. algo que parece obvio, mas que nas maos errradas podia muito bem ter sido "anais" ou assim qualquer coisa. digo isto porque o filme é realmente sobre ela e no fundo ela é a unica real pessoa do filme com os outros sempre em segundo plano. a evolução, o crescer é todo dela enquanto os outros são mais pedras de diferentes tamanhos e feitios. e apesar de alguns serem deslocados pelo vento acabam o filme sendo a mesma pedra do inicio com uma face diferente virada para cima. ja a maria de medeiros faz-me mais lembrar as sementes de um dente de leão que com esse mesmo vento se liberta da planta e vai percorrer novos caminhos.
bem já tou a ficar meloso...aquele vestido de renda...já me tinha esquecido porque é que lhe achava tanta piada. maria de medeiros

galarim.blogspot.com

As curtas da BMW

Quem se lembra de serem anunciadas umas curtas, com uma producao milionaria, patrocinadas pela BMW, que incluiriam um punhado "creme-de-la-creme" de actores e realizadores? pois é...decorria o ano de 2000 ... e até 2002 estavam todas cá fora!
Tive a sorte e o prazer de as encontar todas em Podcastfeed e, meus amigos, vale mesmo a pena andarem um bocado á procura disto na net (talvez youtube)
... obviamente sao curtas e por isso a mensagem tem q ser entregue mt rapidamente...
... obviamente umas sao melhores q outras...
... obviamente que "nao há pai" p a curta do Inarritu... (consegue fazer em 8 min o q alguns filmes simplesmente sonham fazer em 2 horas!)

p os interessados, os nomes e links p o imdb:

08 April 2008

Uma acidental lavagem de cara

Olá cinéfilos,
por motivos de ordem técnica fui forcada a fazer uma lavagem ao layout aqui do nosso blog, nada de relevante.
O que de facto foi relevante foi que perdi os links que anteriormente tinhamos aqui no blog :-(
Por isso, pedia-vos que se tivessem links interessantes que podessem constar aqui das nossas listinhas que me mandassem para que eu os possa adicionar.
Fico à espera das vossas sujestoes.

07 April 2008

She's Got Bette Davis Eyes



em jeito de homenagem a uma das divas do cinema, deixo aqui um best off da bette davis.
nasceu em 5 de abril de 1908 e morreu no dia 6 de outubro de 1989.

enjoy

01 April 2008

"The Tenant" , by Roman Polanski [1976]


The Tenant - Le Locataire [1976]
Se o minimalismo da tensão cinematográfica foi criado e executado usando apenas duas notas na composição de John Williams, para Spielberg, em "Jaws", tenho que estabelecer o paralelo com este filme de Roman Polanski. Filmado na altura em que o jovem realizador já se encontrava a viver em Paris, depois do assassinato de sua esposa pela família Manson, Polanski toca um verdadeiro concerto com tão poucas notas e menos ainda instrumentos. Desconcertante para dizer o mínimo, a personagem interpretada pelo próprio Polanski, vê-se constantemente forçada a tomar decisões que não quer tomar. É um ser indeciso, sem grande capacidade, ou força interior, pelo menos aparente, até que se torna compulsivo no comportamento, e mais uma vez, não por vontade própria, sente-se compelido a agir. Como se o destino estivesse já mais do que traçado, e de forma alguma ele lhe conseguiria escapar, por mais que se esforçasse. Quem já viu o filme poderá compreender um pouco melhor esta minha apreciação. Quem não viu, não sei do que está à espera. O filme deambula entre a comédia-negra, e o thriller/suspense, dificilmente decepcionando qualquer espectador.

A personagem de Polanski procura um apartamento em Paris, encontrando um aparentemente perfeito, mas que ainda não se encontra vago. A locatária anterior tentou cometer suicídio, encontrando-se ainda no hospital em estado grave.

O filme pisca o olho a Hitchcock, com uma construção metódica, envolvendo o telespectador num cada vez maior turbilhão de demência, deixando-nos em suspense quase desde os primeiros minutos. Uma constante expectativa que seria como algo que, sem que reparemos, penetrou a nossa pele e move-se por debaixo desta, inatíngivel, intocável. Por mais que tentemos coçar.

O filme tem um bela cinematografia, quer nos exteriores, (Ah, Paris...) assim como no edifício que conduz ao apartamento tornando-se um lugar claustrofóbico, acentuando o isolamento da personagem, para o qual a janela para o exterior e até mesmo os espelhos no seu interior apenas ajudam a enclausurar ainda mais esta personagem. Se uma falha existe, poderá ser considerada a de o início ser algo lento, algo que é absolutamente necessário para a determinação da psicologia da personagem, e da vida aborrecida que este leva, (ao ponto do seu emprego ter alguma parecença com o de Kafka) assim como o seu envolvimento em toda a estória enquanto entra num mundo novo.
A não perder. O terror já não é o que era.

"Cut off my head.
Do I say, me and my head, or me and my body?
What right does my head have to call itself ME? "

Trelkovsky, in "The Tenant"

daigoro

31 March 2008

Zeitgeist , by Peter Joseph


http://www.imdb.com/title/tt1166827/

este não é um filme de verdades absolutas. É um filme de questões intemporais. Até onde é que vão as nossas vontades? Até que ponto sou livre? Até que ponto o meu pensamento é livre?

É importante abrir a mente e prepará-la para questões, principalmente para nos questionarmos a nós próprios e a questionarmos os nossos pré-conceitos.

Zeitgeist significa, em alemão, literalmente, "o espírito do tempo", tempo no sentido de "era"; a palavra tem imensas traduções e, sendo proveniente do romantismo alemão, revela a observação a posteriori deste espírito sob o olho atento da história. É uma questão de unidade, para a qual todos construímos quer como pessoas, depois como nação e, finalmente, como mundo (Weltgeist).

As implicações filosóficas deste termo, e das considerações daí derivadas para o ser humano como indivíduo, e para a Terra, como "espírito colectivo", quer queiram pensar espiritualmente, como Gaia, ou Deus; quer fisicamente, com a nossa presença e forçosa influência, quer nas vidas uns dos outros, quer no próprio impacto ambiental; e do próprio filme são além de extensas, complexas.

O filme foi um projecto independente de um realizador, Peter Joseph, que sem interesse algum em vender o filme, mas sim em veícular a sua mensagem, criou um site onde o filme está disponível para visionamento online, Zeitgeist-The Movie, com legendas em várias línguas, sendo também possível o download por torrent, ou compra do dvd, para quem quiser. Houve um filme anterior chamado American Zeitgeist, o qual ainda não tive oportunidade de ver. O filme tem muitas mensagens, e uma delas é que devemos procurar, investigar por nossa própria mão, se quisermos saber a verdade, principalmente sobre o que nos dizem. Ah, e a T.V., como alguns de vocês já sabiam/suspeitavam não é um elemento fiável de informação. E principalmente, é um dos piores geradores de pensamento.

Poucos serão os que irão ver o filme (apesar do link acima), muitos mais serão os que não se deixarão tocar. Este filme é enquadrado na categoria de documentário-teoria da conspiração. Eu não concordo, e daí falar nisto. Tem o seu quê de teoria da conspiração, no entanto as suas ideias vão muito mais além. A ideia por detrás do filme é bastante superior a isso. Mas isso eu deixo ao vosso critério.

"They must find it difficult...
Those who have taken authority as the truth,
rather of truth as the authority."

Gerald Massey

daigoro

The Bucket List (2007)

"Nunca É Tarde Demais"
Filme de domingo à tarde para a família toda chorar! Por acaso fui vê-lo a uma sábado à tarde que dá na mesma. by the way, com sala cheia!!! fogo...

Os dois actores como é óbvio só podíam estar muito bem, aliás os papéis parecem ter sido desenhados para eles! É o típico Morgan Freeman muito calmo, culto e sabedor e o típico Jack Nicholson que curte curtir a vida e se está a lixar para os demais. Portanto em termos de representação não há nada a salientar, estão muito bons como só poderia ser. Cenas do filme: é divertido ver todas as coisas que eles vão fazer e muito interessante todos os sítios que eles vão visitar. Quando inevitavelmente a parte da comédia termina e o filme torna-se um pouquinho mais sério oiço gargalhadas numa cena do jack nicholson a não conseguir abrir uma embalagem plástica com o seu jantar... esta gente!! noutro contexto aquilo teria tido a sua piada, no contexto em que foi por favor, foi completamente descabido, esta malta vai ao cinema e nem presta atenção ao que está a ver..
Voltando ao filme, qualquer pessoa sabe como irá acabar a história dos dois personagens: "algures no fim do filme vão morrer" ok, portanto nem dá hipótese de chorar, supostamente. Mas eu com o tema morte... é inevitável, e até me estava a aguentar muito bem, a "gota de água" foi na última vez que vemos o jack nicholson a riscar um determinado item da lista, pronto a partir daí esquece :D quando o filme acabou tinha o pescoço encharcado, sim que eu já não limpo as primeiras lágrimas, deixa lá que logo se limpa tudo no fim :)

Outra coisa que se poderia dizer do filme era:
quando souberem que vão morrer, arranjem um amigo com muito muito muito muito dinheiro e vão curtir à grande! Há lá uma cena de carros altamente! a do pára-quedismo também não está má :)

El Laberinto del Fauno (2006)

Comprei-o hoje! Bons filmes a menos de 10€ na fnac é o que dá... não resisto. E percebi que não tinha chegado a fazer nenhum post na altura que vi o filme, portanto aqui vai.
Vi o filme creio que há um ano, arranjaram-me bilhete para ver a ante-estreia nos cinemas, o filme já tinha estado no fantas onde até ganhou o prémio de melhor filme. Não sou grande grande fã de filmes de fantasia, mas como este filme do Guillermo del Toro ganhou 3 óscars (http://www.imdb.com/title/tt0457430/awards) e o festival do fantas, ok, vamos lá dar-lhe uma chance e acabei por curtir bue o moove!
A história prendeu-me, a parte da fantasia conseguiu não me "massacrar" de seca! pois a história está dividia entre a realidade e a fantasia o que trás um óptimo equilíbrio ao filme. Passa-se em Espanha numa altura qualquer de guerra (já não me lembro de todos os detalhes), tem cenas muitos fortes e cruéis na parte da realidade o que faz com que a miudinha (personagem principal) se vá refugiar no seu mundo de fantasia de uma forma qb. Está muito bom!
Outra coisa que gostei muito no filme foi da voz do Fauno, muito profunda mas no entanto apaziguadora, personagem que nunca sabemos se será dos 'bons' ou dos 'maus' :) só mais para o fim do filme. Adorei o som, a cor e a fotografia do filme, os óscars "estão lá";)
Ganhou para:
- Art Direction
- Cinematography
- Makeup
Nomeado também para:
- Original Score
- Best Foreign Language Film of the Year - Mexico
- Original Screenplay - Guillermo del Toro
Já tinha sido feita uma referência a este filme neste blog ;) no post TOP 2006

25 March 2008

Persepolis




Aqui está um exemplo de como, um desenho animado, pode transmitir melhor (e mais facilmente) a complexidade de uma sociedade em costantes mudanças!
O filme é Persepolis ( http://www.imdb.com/title/tt0808417/) e conta a estoria de uma rapariga que passa pelas mudanças politicas e religiosas da sociedade Iraniana antes e pós "islamic revolution".
Por si só o tema é complexo q.b. e só contá-lo ja requeria alguma "ginástica" de argumento...mas o filme não se fica por ai e adiciona elementos hilarantes de humor (exemplo na imagem acima) com toda a pujança dramática q se espera de uma estoria passada nos meandros de um dos regimes religiosos mais duros. Sim, o ritmo é um bocado acelarado de maneira a contar tudo o que tem p contar (talvez o "defeito" mais comum q se lhe pode apontar) mas por outro lado surprende-nos nos momentos q tem q transitar de uma imagem "querida" p um acontecimento brutal....ou seja, a realidade de viver naquele pais! Pena q para o fim denota-se uma certa perda de vapor.... :-(
Em suma: este filme mostra-nos q a alegria e "criancisse" de crescer é independete do pais onde isso acontece, e por mais dificil q isso seja, a unica coisa q é realmente importante é manter os nossos ideais. SEMPRE!
P.S. Se bem se lembram eu adorei o "Ratatouille" mas este não fica atrás, embora de uma maneira diferente! Por isso o Oscar de melhor filme de animaçao 2007 seria dividido: este ficaria com a cabeça e tronco, o "Ratatouille" ficaria com as pernas! :-D LOL

24 March 2008

there will be blood


humm....
tenho as mãos presas, contraidas de mais, como se o sangue não conseguisse percorrelas como devia.
a respiração é presa e a cada expiração ouço um rugido abafado que o ar provoca ao conseguir escapar.
já sentiram o odio? não o odio por esta ou aquela pessoa que fez isto ou aquilo e que passa com um afagar de cabelo ou uma noite bem dormida. este sentimento é tão dificil de descrever como o amor, a diferença é que sobre o amor já muita gente tentou ... e falhou. sobre o odio nem por isso mas de vez em quando lá aparece alguem que o faz. a maior parte das vezes corre mal. é dificil fazer algo bem feito, tanto apaixonado como quando se odeia verdadeiramente. o mais comum é sair uma canção pop ou uma treta qq tipo gore.
mas de vez em quando, muito de vez em quando, alguem consegue destilar uma infima parte desta gosma. é um veneno preto e viscoso que lentamente toma o lugar do sangue. primeiro é o cerebro que é afectado, fica focado e alerta como um animal selvagem encurralado, os membros enrigessem, tensos pelo constante estado de alerta... no fim respirar tornasse dificil e por fim podesse perder a fala, distorcida por uma garganta que não quer deixar o ar escapar.
assim nasce a besta.
a besta vive e morre como qq outra pessoa mas normalmente pelo meio há sangue...

The Other Boleyn Girl (2008)

Gostei. Muito simples e clean, com bons actores à mistura. Foi um bom filme para ver neste fim de tarde de domingo de Páscoa. http://www.imdb.com/title/tt0467200/
Não sei se muitos de voces já estão familiarizados com a história, eu estava, pelo menos muita gente sabe quem foi a Anna Bolena e qual a sua história. Para quem não sabe e só para localizar cinematograficamente :) Henrique VIII é o pai da Elizabeth (http://www.imdb.com/title/tt0127536/) e este filme passa-se antes dela nascer. Qual é que é a cena? A cena é que (isto é como as novelas) ele é o rei da Inglaterra casado com uma espanhola, Catarina de Aragão, que apenas lhe dá uma filha mulher (irmã mais velha da Elizabeth), farto de não ter filhos machos, acaba por se apaixonar pela Anna Bolena que apenas "cede" ao rei se este se casar com ela. Por isso ficou para a história, fez com que um rei cortasse relações com o Vaticano e criasse a "sua" própria igreja para se separar da espanhola e casar com a sua tão desejada Anna Bolena. Já se percebeu que a Elizabeth será filha desta, certo? A história não se fica por aqui mas já chega, o que importa é a ironia na vida deste rei que tanto fez e tanto quis ter um filho homem que nem fazia ideia que a melhor era da Inglaterra seria governada pela filha que teve com Anna Bolena.
Neste filme ficamos a conhecer a irmã e o resto da família de Anne Boleyn, que eu desconhecia de todo. Há muitos telefilmes e séries sobre Henrique VIII, cada um mostra a história de uma certa perspectiva, e esta é só mais outra. Curti conhecer esta história de Mary Boleyn, mas com os actores: Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana a história fica ainda mais interessante!
De notar que gostei muito mais deste filme (antes da "Elizabeth" nascer) do que do 2º filme da Elizabeth (Elizabeth: The Golden Age) que considerei completamente desnecessário.

19 March 2008

"No Such Thing", de Hal Hartley (2001)


"I'm not the monster I used to be."
http://www.imdb.com/title/tt0248190/
Esta frase abre este filme de Hal Hartley, que alguns de nós conhecerão de "Henry Fool" ( http://www.imdb.com/title/tt0122529/ ) e que mesmo desses, poucos serão os que ficaram impressionadas com o visionamento desse filme há já muitos anos no cine-clube. Devido ao estilo de "under-acting", e o texto, escrito sempre pelo próprio Hartley, ser intelectual e, para alguns, pretensioso, estes filmes não são para todos, apenas para os que 1) não têm as palas nos olhos, 2) para os fãs de cinema anti-pipoca, com algo para dizer, e com muito mais sobre o que pensar. Intelectual, não necessariamente no sentido de usar palavras caras e de expôr as ideias de forma dissecada e extensa, mas, e daquilo de que me recordo, sim o filme é algo maçudo (Henry Fool), muitas ideias e concepções são ali tratadas e pensadas, lançadas apenas, e por ter algo em comum com todo o outro cinema, que eu já tenha tido a oportunidade de assistir, da sua autoria, que é um sentido humano, extremo, profundo.

Neste filme, uma jornalista viaja para a Islândia, em busca de notícias sobre o seu noivo e respectiva equipa de reportagem, após desaparecerem quando foram para lá enviados em busca de uma notícia. Ela sente-se compelida a ir depois de chegar às "mãos" do jornal uma gravação onde um ser mítico reclama a morte da equipa.

A filmagem de Hal Hartley é simples, sem muita contemplação. Na estória está o suco. E esta rábula foi dos melhores dele que vi recentemente. O seu cinema é simples, irónico, com um sentido de humor apurado. Damos por nós a rir de situações estranhas e absurdas, que numa circunstância com um certo teor dramático como "aquela" não faria sentido a risada. Ajuda a tirar peso, mas a colocar também a verdadeira dimensão da vida. Sentido de humor em tudo. E não me venham por favor com a frase: "Há sempre alguém pior", como se esta frase fosse justificar o facto de ter de estar agradecido por algo. Este sentimento (de humor perante a vida) tem de partir de nós, porque também há sempre alguém melhor e não é por isso que desisto de sonhar, e sonhar, tanto no absurdo, como no atingível, por mais absurdo que possa este parecer. Se houvesse deus, ele seria um filho da puta muito sádico, mas com um grande sentido de humor.

O cinema de Hal Hartley é um cinema de alguém que acredita na humanidade, observando e até denunciando todos os nossos erros, malfeitorias, erros de concepção, etc, etc.

É mais do que tudo, apesar de todas as suas contrariedades, e de todos os maus exemplos, fé.
Fé na humanidade.

"Drinking helps"

18 March 2008

"A Woman Under The Influence" de John Cassavetes

http://www.imdb.com/name/nm0001023/

Afogado, preso, e sem saída, forçado, e libertado, a música deu-me novo ânimo, mas ainda nem tudo está bem, e todos tentam novamente, todos querem ajudar e todos acabam por me afogar... UUfffff

Uma mulher com problemas psicológicos, loucura?!?, consideremos que é diferente e que lida com as outras pessoas de forma diferente. Emocional em demasiada para a geração T.V. de hoje em dia, dificilmente suportada pelos outros na altura. A sua loucura torna-se um problema na família. A abordagem é sem dúvida pouco convencional, e dá um twist na questão da loucura e da vida em família.

Este filme é muito bom. É um sufoco ver este sofrimento e todos os meandros desta estória, mas é um prazer ver o sobreviver. No disfuncional, há uma certa harmonia possível e acaba por ser, não belo, sem final feliz, mas vívido, ríspido, forte. Em luta.
A camera subjugada às interpretações, aos actores e seus devaneios. John Cassavetes não teve muitos sucessos, mas foi o maior dos experimentalistas americanos dentro do cinema-vérité. Este filme teve um argumento, mas aos actores era dada alguma liberdade, coisa que se sente em algumas das cenas, e tb é algo que nos faz contemplar, pois uma pausa numa briga não é um momento de calma. A tensão continua presente e existe, densa, como um animal que se move e se molda às paredes, e se estende até nós. Eu colei ao ecrã. A filmagem é genial, e dá uma dimensão sempre forte a cada cena e à sua emocionalidade relativas. A interpretação de Gena Rowlands, a esposa de Cassavetes, está simplesmente genial, e aqui dá para ver como é uma excelente interpretação feminina. Peter Falk, está excelente, sendo o resto do elenco povoado por secundários, e alguns membros da família de Cassavetes.

"Benny's Video"de Michael Haneke [1992]

http://www.imdb.com/title/tt0103793/

Um desconcerto do início ao fim. Com a marca indelével do cinema de Haneke, de certa forma chocante, e depois, expectante, nesta obra . Uma figura gelada é o centro da estória enquanto tudo em sua volta se desmorona. Um deserto claro, estanque, impenetrável de emoções, que é filmado, pela personagem, e por Haneke, e que vive e revive tudo através do seu equipamento vídeo. Mais uma complexa experiência sobre o ser humano, não complexa na desenvoltura da estória, mas na complexidade que nos envolve nesta teia a todos como humanos desde a carne de que todos somos feitos, até à mente que nos determina a todos diferentes. Mas há uns mais diferentes do que outros. Como disse o Afonso, não somos todos iguais, e eles andam aí, iguais aos outros. Podem ser qualquer um de nós.

Benny é um filho negligenciado pelos pais de estatuto médio-alto. Ele passa os seus dias e as suas noites no quarto entre equipamento vídeo, de persianas baixadas (uma camera ligada aponta para o exterior) e entrecortando o seu visionamento do mundo violento nas notícias, com vídeos alugados, sempre com violência sem sentido, em produções "americanas" onde a violência é quase sempre bastante explícita. Revê de forma obsessiva a morte de um porco da quinta num vídeo caseiro feito por ele, chegando ao ponto de em slow-motion observar o momento do impacto da arma usada na morte do porco.
A violência explícita nas cenas "não filmadas", a frieza na observação e detenção de Benny, a absorção da violência pelos outros personagens, a cínica revelação da filmagem que confirma a sua maturidade, a sua passagem a Homem. Enfim, um sem número de coisas que comprovam que este filme é sem dúvida do interesse e levanta muitas questões, sem a certeza das suas respostas.

Ainda mais interessante será saber que este filme antecede "Funny Games" (http://www.imdb.com/title/tt0119167/ ) e que o mesmo actor, Arno Frisch, do filme surge aqui, embora mais novo. Vocês lembram-se do stone-cold-blodded-killer.

Para os interessados em obter este filme, aqui têm um link torrent com a possibilidade de fazerem download do mesmo, com legendas em inglês: http://thepiratebay.org/tor/3465874/
Tentem fazer upload do ficheiro.

15 March 2008

juno




achei o filme lindo. desde o leon ou o mulheres giras, sim natalie portman nos dois, que não aparecia um miudinha impossivel de não se apaixonar.
nem tudo são rosas na estoria, não é uma comedia como aparece em alguns sitios descrito. mas tem uma boa disposição e é um filme de amor. o que é sempre bem vindo, para os romanticos pelo menos.

gostei tanto que não me apetece falar dele bjinhos

p.s. ouvi dizer que não gostaste rui pedro....
TRENGO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MOULIN ROUGE RULES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
bjinho fofinho

10 March 2008

Things we lost in the fire


Um filme simples e muito humano! A realizadora é uma estreante no mundo hollywood, apesar de já ter uma longa carreira internacional. Teve desta vez, a sorte de ser apadrinhada pelo grande Sam Mendes, que foi um dos produtores do filme.
Ela tem uma forma muito simples de trabalhar, onde o resultado é muitas vezes imperceptível, e o valor é todo creditado ao trabalho dos actores, o que para mim é uma mais valia. O filme torna-se leve e sem grande interferência do autor, ou seja, quem vê não se sente manipulado, tornando tudo mais credível no processo. A premissa base da filmagem desta realizadora é essa, a liberdade do actor enquanto personagem, e uma câmara que funciona em torno deste.
Agora em relação aos actores, o Benício del Toro é simplesmente genial, um brilhante actor, que sem dificuldades cria empatia com quem o está a ver. A Halle Berry já esteve melhor neste tipo de registo, mas não posso dizer que comprometa o filme.
Refiro ainda um pormenor, que gostei de ver, mas que a certo ponto me deixou a pensar, será aquilo edição ou realização??Há planos que são cortados para o mesmo plano, mas num momento diferente, e a primeira vez que isso acontece, até parece um erro, no entanto, com a repetição desta opção, vemos que existiu intenção em fazê-lo, resta saber por quem!! Edição ou realização??
De qualquer forma, gostei!

Estreia a negro no fantas

Começo por dizer que depois de teres visto (Sérgio) a curta, ela já foi alterada e em termos técnicos já não apresenta erros. No entanto, esta versão, e apesar de todos os meus esforços, e deve ter sido a primeira vez na vida, que entreguei o projecto com semanas de antecedência, não viu a luz do dia! Para piorar a situação o projector da sala não tinha cores intermédias e foram vários os planos em que não foi possível perceber o que se estava a passar, problemas de quem não tem dinheiro para fazer cinema...
A parte que eu até gostei que tivesse acontecido, foi que, no final, ao contrário de todas as outras curtas, a minha não foi aplaudida, houve um longo momento de silêncio na sala até que um dos outros realizadores o quebrou e conseguiu que toda a gente batesse palmas...
Aproveito para deixar aqui as minhas desculpas a todos os que participaram no projecto e dizer que senti uma profunda tristeza por não poder resolver a situação que foi no minímo vergonhosa, até porque todos os outros projectos tinham produção e não sofreram este tipo de problema de imagem...
Conta a experiência... naquele que, espero que tenha sido o momento " mais escuro " da minha carreira.

09 March 2008

Ulisses! ....exigimos um certo post teu!

Queremos saber como correu a sessao de projecçao da tua curta no Fantas....alguma reacçao positiva, algum comentario sobre o filme, entrevistas, gruppies.....queremos saber tudo! ;)

05 March 2008

Sweeney Todd de Tim Burton ou Filipe La Féria


Sei que ainda pode ser cedo para o maldizer, mas este filme foi o mais irritante que vi, desde que tentei ver "O fantasma da Ópera", o mais recente.

Depois de ter lido: Based on the hit Broadway musical which tells the infamous story of Benjamin Barker...não restaram as dúvidas, o Filipe La Féria faria melhor!!

A fotografia e os ambientes não deixam de gritar Tim Burton... mas ele põe o Alan Rickman a cantar (coisa que só o Filipe faria com qualidade, senão pensem, João Baião)! Ele nem é mau actor...mas a cantar...Oh Deus! Não fosse eu ser ateu, ligava-te da igreja mais próxima, a pedir para encurtares o meu tempo!

A mulher do Tim dá um bom contributo ao filme,ou melhor seria dizer, o seu decote, e um rosto muito bem caracterizado ao estilo de tantos outros que esta já fez, mas sempre que abre a boca, dá vontade de ter Deus no speeddial...

O Johnny, safa-se coitado. Desta vez não lhe pediram para fazer de novo de Hunter S. Thompson, como na treta dos piratas da ilha das férias(sem querer menosprezar estes filmes porque servem o seu propósito, encher as tardes de Natal, Páscoa e Passagem de ano, com um tema propício às ocasiões, os piratas. No entanto, se bem me lembro, Jesus jogava Bowling ao som de Gipsy Kings e não a Caça ao Tesouro)...No entanto, já foi anunciado que haveria mais uma adaptação de outro livro do Hunter... The Rum diary. Será esta, uma boa noticia???

Voltando ao filme, tenho de referir que faltaram os momentos de coreografias em conjunto de todo o cast, coisa que o Filipe jamais deixaria passar, e principalmente, os momentos de silêncio!!
Não posso deixar de criticar, também, a escolha do banana que fez os arranjos musicais... onde está o Elfman? Ele provavelmente salvaria este filme... e aqui, acho que nem Filipe faria um bom trabalho, porque ele no máximo contrataria Dj Pantaleão ou o Pedro Abrunhosa e aí estava tudo perdido na mesma...

The Darjeeling Limited [2007]


Para já, deixem - me começar por agradecer o amável convite para contribuir no vosso blog.



E agora vou falar do maravilhoso filme do Wes Anderson - The Darjeeling Limited[2007].
Não sei se sabem quem é o gajo, mas os seus contributos para o cinema já provaram a sua mais valia neste meio :
The Life Aquatic with Steve Zissou (2004)

Esta é mais uma das suas histórias, onde ele explora uma relação familiar disfuncional, espaço onde ele é único e brilhante.
Ele combina todo um conjunto de emoções, planos e cores que tornam o seu estilo inconfundível, entregando-nos a sua visão de uma forma leve e descomprometida.
Lembro que, este projecto começou com uma curta metragem de baixo orçamento Hotel Chevalier, em que ele conseguiu convencer o actor Jason Schwartzman e a actriz Natalie Portman, a darem os seus contributos, que levaram à produção do filme. Sendo que, ela entra apenas numa cena do filme em si.
Não falarei mais do filme na esperança de que o vejam...


02 March 2008

no country for old men


já à uns tempos que não batia assim...

o melhor dos cohen e mai nada...

são 19:36, o filme acabou por volta das 18:10. vi no UCI e depois vim a conduzir para aveiro. ainda não me apetece falar. se não tivesse dedinhos para escrever isto... não escrevia.
acho que muita gente vai achar grande seca, assim como acharam o fargo. imagino que deve existir alguem no mundo que viu o fargo e jurou pa nunca mais... depois viu a amostra deste e ficou bué curioso com o javier barden, aquela botija de ar comprimido e o caralho da cena da moeda. aposto que essa pessoa ou saiu a meio se foi sozinha ou saiu cheio de vontade de reclamar pelo dinheiro deitado fora fora do cinema onde pode finalmente fumar um cigarro.
ok, dizer qe este é melhor que o fargo é um bocado inconsequente, é mais crescidinho. mais maduro. há menos exageros. o javierzito é mesmo muito mauzão mas o policia não tá gravido e o mauzão no fim não é apanhado a fazer salsichas humanas num cenario de neve... ai que saudades... se calhar o fargo é que é melhor...
digamos que gosto mais deste pq acho que neste os cohen tiveram tomates para dizer exatamente o que queriam dizer enquanto no fargo ...
poema vs prosa, nenhum é melhor mas eu gosto mais de prosa

Fantasporto 2008

Apesar de nunca ter ido a um fantas, sei que neste blog existem alguns fãs e achei que valia a pena fazer referência à curta do nosso amigo Rui Pedro que vai passar na próxima sexta-feira!
E atenção que o Guigui entra na curta!!!! Muitos Parabéns ao nosso Rui Pedrinho, que este seja o primeiro de muitos sucessos!
http://www.fantasporto.com/index.php/programa/sessoes-de-curtas-metragens
Dia 7- 6ª feira-15.15h
Panorama do Cinema Português -Cineclube de Avanca e outros
Indecisão - Rui Valentim - (Port) - 15 min

01 March 2008

Títulos Originais / Portugueses

http://www.65anosdecinema.pro.br/
Enviaram-me este link por mail, resolvi partilhá-lo.
Ainda não explorei muito o site, mas a coisa mais extraordinária que já encontrei é podermos fazer o match dos títulos dos filmes em inglês e português!!! Finalmente!

29 February 2008

Rescaldo dos Óscars 2008

Fiquei muito contente com o resultado destes óscars e com as minhas apostas, até não foi mau de todo!! p quem não viu bue de filmes...

Melhor filme e melhor realização, ou apostava no No Country for Old Men ou no There Will Be Blood, pronto calhou mal, tive quase p apostar um num e outro noutro, teria acertado num! :)

Argumento Original para Juno apostei conscientemente pelo que já tinha ouvido falar, portanto weeeeee! A gaja que escreveu o argumento era uma stripper? O Jon Stewart comentou isso nos óscars... bem pelo menos ela tem uma grande tatu de uma gaja no braço
Argumento Adaptado apostei no Atonement naquela pq era o único que tinha visto e tinha gostado da história, mas está muito justo para os Coen'zinhos, que já mereciam estes óscars todos há algum tempo! Aliás até acho que não apostei no filme deles p Melhor Filme e Realização precisamente por causa das injustiças, vá lá!

Actriz Principal, curti bue a francesa qdo a ouvi falar na passadeira vermelha, achei-a ainda mais doce e querida qdo ouvi o descurso de agradecimento, deixou-me curiosa para ver o filme. A minha aposta tinha sido numa que os comentadores da sic se fartaram de falar. Sabia que a Cate Blanchett não iria ganhar por uma segunda Elizabeth que não trás nada de novo, e miúda que engravida já ouvi dizer que tá excelente mas das cenas que vi do filme não vejo lá nada de extraordinário... a ver.

Actriz Secundária, apostei agora sim na Cate porque vi algumas cenas dela a fazer de Bob e realmente curti bue! como não tinha visto nada das outras. Acredito que a Tilda Swinton (que só conheço bem do filme A Praia) tenha sido uma boa escolha, a ver. O discurso de agradecimento dela foi fixe, "happy birthday man" pelos 80 anos do óscar e disse que o George Clooney rocks! :D

Actores Principal e Secundário, acertei!!!! :D weeeeeee!
Curti bue o Daniel Day-Lewis ter ganho, porque detestei qdo ele não ganhou pelo filme "Em Nome do Pai" (!) ele faz parte do grupo dos fofos dos mooves! :P O que faz de filho dele (acho eu que é filho) é o gajo do Little Miss Sunshine! tb é um fofo!
Johnny Depp, não foi desta... tenho a certeza que não faltarão oportunidades.
Viggo Mortensen, o meu Aragorn, adorei ouvi-lo falar com sotaque russo!! e a apagar o cigarro na língua :) Os comentadores disseram que o filme era ele e ponto final.
Javier Bardem pois com certeza, não se falava noutra coisa :) já o tinha curtido bue no "Antes que anochezca" e sim ainda não o vi no "Mar Adentro"...

Queria destacar também o óscar para melhor canção "Falling Slowly" do filmes Once. Quando a ouvi pela primeira vez apaixonei-me, qdo vi que estava nomeada achei mt fixe mas claro que nunca ganharia porque é demasiado boa p os óscars a 'perceberem' e claro que ganharia uma das 3 nomeadas do filme de encantar. Parabéns à Academia por ter votado neste "Falling Slowly" brutal! Nos óscars então com acompanhamento dos violinos ;) foi mto fixe. A letra da música tb é de notar. http://www.youtube.com/watch?v=87f5nj7cOjc
No discurso de agradecimento só ele teve hipótese de falar, quando ela ia agradecer já nem havia som no micro. Mais tarde, a seguir ao intervalo o Jon Stewart chamo-a ao palco (ela ainda estava lá atrás) para poder fazer o seu agradecimento, cool! http://www.youtube.com/watch?v=qx8yLvb0gZM&feature=user

E como já disse noutro post, LOL :D porque quando vi o Atonement disse que se o filme ganhasse um óscar pela música/som não me espantaria, eheh! Ganhou por melhor banda sonora.

Curiosidade: os melhores actores/actrizes não são americanos (UK, França e Espanha).

Curti bué todas as retrospectivas na cerimónia, destes 80 anos de óscars. Nostalgia é comigo :P

Segue a lista das minhas apostas/quem ganhou mesmo os óscars:

Actor in a Leading Role

George Clooney - Michael Clayton
# * Daniel Day-Lewis - There Will Be Blood
Johnny Depp - Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street
Tommy Lee Jones - In the Valley of Elah
Viggo Mortensen - Eastern Promises

Actor Supporting Role

Casey Affleck - The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
# * Javier Bardem - No Country For Old Men
Philip Seymour Hoffman - Charlie Wilson's War
Hal Holbrook - Into The Wild
Tom Wilkinson - Michael Clayton

Actress in a Leading Role

Cate Blanchett - Elizabeth: The Golden Age
* Julie Christie - Away From Her
# Marion Cotillard - La Vie en Rose
Laura Linney - The Savages
Ellen Page - Juno

Actress in a Supporting Role
* Cate Blanchett - I'm Not There
Ruby Dee - American Gangster
Saoirse Ronan - Atonement
Amy Ryan - Gone Baby Gone
# Tilda Swinton - Michael Clayton

Writing (Adapted Screenplay)
* Atonement - Christopher Hampton
Away From Her - Sarah Polley
The Diving Bell and the Butterfly - Ronald Harwood
# No Country for Old Men - Joel Coen & Ethan Coen
There Will Be Blood - Paul Thomas Anderson

Writing (Original Screenplay)
# * Juno - Diablo Cody
Lars and the Real Girl - Nancy Oliver
Michael Clayton - Tony Gilroy
Ratatouille - Jan Pinkava, Jim Capobianco, Brad Bird
The Savages - Tamara Jenkins

Directing
The Diving Bell and the Butterfly
Juno
Michael Clayton
# No Country for Old Men
* There Will Be Blood

Best Picture
Atonement
Juno
Michael Clayton
# No Country for Old Men
* There Will Be Blood

23 February 2008

Óscars 2008

Estão aí os óscars e nenhum comment neste blog ?? como é? :)
Este ano temos o nosso belo amigo Jon Stewart (já cá esteve em 2006).
Já fiz a listinha dos nominees (alguns).
Pus um asterisco * nas minhas apostas, já me estive a instruir num programa da sic notícias sobre o assunto, mas apenas vi o Atonement e Into The Wild, ainda curtia ver amanha o Sweeney Todd. E as vossas apostas quais são?
Sérgio, para além de apostarmos nos golos do futebol também deveríamos apostar nos óscars :) a ver se para o próximo ano tratamos disto :) beijinhos!

http://www.oscar.com/nominees/

Actor in a Leading Role
George Clooney - Michael Clayton
* Daniel Day-Lewis - There Will Be Blood
Johnny Depp - Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street
Tommy Lee Jones - In the Valley of Elah
Viggo Mortensen - Eastern Promises

Actor Supporting Role Nominee
Casey Affleck - The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
* Javier Bardem - No Country For Old Men
Philip Seymour Hoffman - Charlie Wilson's War
Hal Holbrook - Into The Wild
Tom Wilkinson - Michael Clayton

Actress in a Leading Role
Cate Blanchett - Elizabeth: The Golden Age
* Julie Christie - Away From Her
Marion Cotillard - La Vie en Rose
Laura Linney - The Savages
Ellen Page - Juno

Actress in a Supporting Role
* Cate Blanchett - I'm Not There
Ruby Dee - American Gangster
Saoirse Ronan - Atonement
Amy Ryan - Gone Baby Gone
Tilda Swinton - Michael Clayton

Writing (Adapted Screenplay)
* Atonement - Christopher Hampton
Away From Her - Sarah Polley
The Diving Bell and the Butterfly - Ronald Harwood
No Country for Old Men - Joel Coen & Ethan Coen
There Will Be Blood - Paul Thomas Anderson

Writing (Original Screenplay)
* Juno - Diablo Cody
Lars and the Real Girl - Nancy Oliver
Michael Clayton - Tony Gilroy
Ratatouille - Jan Pinkava, Jim Capobianco, Brad Bird
The Savages - Tamara Jenkins

Directing
The Diving Bell and the Butterfly
Juno
Michael Clayton
No Country for Old Men
* There Will Be Blood

Best Picture
Atonement
Juno
Michael Clayton
No Country for Old Men
* There Will Be Blood


Always watch good moves!

17 February 2008

Into the Wild (2007)

O filme está muito bom, a música do queridíssimo Eddie Vedder junto com a realização do fofíssimo Sean Penn nem sei o que dizer :) no meio disto tudo é a história em si que é verdadeiramente tocante. A mim tocou-me especialmente porque a filosofia de vida defendida pelo personagem principal (tão jovem meu Deus) faz-me lembrar pessoas que conheço na vida real e que me são muito próximas.

Ele fez aquilo que todos nós um dia já pensámos fazer, nós pessoinhas normais que vivemos de bem com a sociedade(...) O filme permite-nos sonhar com essa liberdade que gostaríamos de ter experimentado, fiquei a viver esse sonho até ao quase fim do filme onde percebi que nem tudo pode acabar bem, que afinal essa liberdade não é tão mágica e maravilhosa... No fim fiquei sem saber o que pensar o que sentir, acho que estava a viver o momento do filme, depois do filme terminar descubro que é baseado numa história verídica... fiquei sem palavras, é muito brutal alguém ter realmente feito tudo aquilo, por fim, claro que fiquei triste não é :) afinal sou uma pessoinha normal que vive de bem para com a sociedade. Deixo aqui a imagem do fim do filme com o verdadeiro "Alexander Supertramp" (Christopher McCandless). Ah... e vejam o filme!!!
http://homohomosapien.blogspot.com/2007/12/alexander-supertramp.html

04 February 2008

Heroes


Esta série já é mais na ordem do "distrai", não a considero de culto embora tivesse potencial para tal.
Gostei muito da season 1, dos personagens, da história, do evoluir da série. Nunca achei piada a ter episódios que demoram muito tempo a mostrar "nada", por isso é que gosto de ver vários episódios de enxurrada! pa coisa evoluir logo de uma vez.
Já vi a season 2 e descobri que amei a season 1! Não trás mesmo nada de novo, nada! Aquilo que já adorávamos nos personagens na 1ª mantém-se na 2ª mas até desiludem pq não fazem nada de "extraordinary", então o suposto mau da fita, ou melhor, os supostos "maus" da fita é que não fazem mesmo nadinha coitadinhos (slylar, adam, mãe dos manos). A série tem apenas 11 episódios por causa mesmo da greve dos argumentistas, é má e ainda tem a lata de anunciar uma 3ª season! socorrinho mesmo!
Portanto, vou é falar do que gosto dos characters (season1):
- o Hiro (imagem em anexo) , Hiro Nakamura, é o mais mais mais lindo de todos com o seu grito "YATAAAAAA!" é um fofo! adoro quando ele diz "flyerman!" ao Nathan
- os manos queridos Peter Petrelli e Nathan Petrelli(cada um mais giro/interessante que o outro) são os verdadeiros hérois aqui da trama
- juntamente com a cheerleader Claire Bennet que é linda e maravilhosa! e afinal até faz parte da family.
- os restantes são ya e depois temos os piores que é tipo a Niki/Jessica, não há paciência
Season2:
- o puto namorado da Claire, ficam bue de fofos
- o polícia, Matt Parkman, evolui na sua habilidade de ler mentes, é fixezinho
Ti!

Atonement (2007)



Até gostei do filme. O que mais curti foi mesmo a música, o som e as imagens tudo na mesma sintonia psicopata!

Também curti ficar curiosa para ver onde o filme iria parar, triste como boa romântica que sou, mas até curti ter acabado assim, pelo menos é diferente do habitual. Fartei-me de rir qdo descobri que a actriz "do meio" é a Romola Garai do filme DD2 :P tava a desatinar com aquela cara conhecida!! :D Se ganhar óscars pelo som e arranjos não me espantaria, e pelos actores/história/realização não sei, não vi os outros...

E não liguem ao que o Guigui diz, ele gostou do fim do filme, só não gostou foi é da última frase do filme, o que é que a gente há-de fazer...

21 January 2008

O Ensaio Sobre a Cegueira - BLINDNESS


Acabei de ler o Ensaio Sobre a Cegueira do nosso Nobel Saramago. Fiquei arrebatada mas sobretudo muito curiosa sobre como o Fernando Meirelles irá resolver toda a questão sensorial do filme que tão bem é explicada por um narrador observador.
descobri este blog do realizador e ja podemos ter um breve vislumbre daquilo que poderemos ver em breve no cinema.
!!!!


http://blogdeblindness.blogspot.com/

11 December 2007

MOO.PT

http://moo.pt/cinema

feito por um amigo...
um novo site que pode ajudar-nos a escolher um filme, um cinema...

03 December 2007

Funny Games ... mas nao tem piada nenhuma!

Meus caros:
Pela primeira vez escrevo-vos nao por um filme que ja vi, mas por um que temo nao querer ver! E nao é por ser potencialmente mau, mas por nao ter a essencia que torna o cinema magico e nos compele e leva a uma sala de cinema : ser surpreendido com uma historia nova!
Dito isto, vou largar a bomba: Funny Games U.S. ????
http://www.apple.com/trailers/warner_independent_pictures/funnygames/
http://www.imdb.com/title/tt0808279/
Tenham medo! TENHAM MUITO MEDO!!! (e nao no bom sentido!)
O que é que precissa mais de ser contado nesta historia?? Nada!
Que actores precissam de ser alterados?? Nenhuns!
Será que o realizador podia ser melhor?? Nem pensar!
(versao original: http://www.imdb.com/title/tt0119167/)
....mas esperem ai!!!!! O realizador é o proprio Haneke!!!! E pelo que se pode ver no trailer o filme parece ser exactamente IGUAL!!!
Mas que raio!!! ... eu que pensava que ainda podia ser surpreendido e maravilhado numa sala de cinema.... parece que agora me tenho que singir a remakes americanos excatamente iguais aos originais (piores!!!), rodados pelo mesmo realizador mas em Ingles!
Ahhhh!!! .... ja sei do que se trata!!!!! é a maneira dos Americanos fazerem dobragens dos filmes que nao percebem! ... realmente eles fazem tudo em grande ..... merda! :-(

27 November 2007

tropa de elite


filme brasileiro que veio junto com o sicko, e recomendado como parecido com o cidade de deus.

devo dizer que logo à partida fiquei de pé atras com esta recomendação, depois de ver o carandiru que achei bastante mau apesar de ter momentos brilhantes.

a estoria deste passa-se no rio pouco antes da chegada do papa e do nascimento do filho do personagem prncipal. este personagem é um capitão de uma força de intervenção da policia BOPE, como ja disse o filho ta para nascer e muito sinceramente ele tb ja ta um bocado velho para aquelas andanças. é que policia de intervenção no rio não actua 1 vez por ano quando uma claque qq decide fazer merda... digamos só que há muito que fazer....
sendo assim ele vai tentar arranjar um subsistuto para poder ser destacado para outras funções e assim temos mais dois personagens em cena, para além dos outros todos claro.
mas de estoria ja chega. primeiro os actores são todos mesmo muito bons. pessoas a sério verdadeiramente tri-dimensionais. e se a certo ponto no filme até temi que fosse enveredar por 1 ou 2 cliches. e existe 1 a verdade é que isso não interessa nada pq os cliches existem por alguma razão que é como quem diz que quem tem medo compra um cão e eu tou farto de ver gente com rotwailers e coisas do genero na rua.
o filme possui uma frontalidade e pureza que realmente apareceram com o cidade de deus qual lufada de ar fresco. e aqui apesar de parecida é-o como que dentro do mesmo genero sem colanços excessivos.
e se no cidade de deus existia uma certa divisão entre bons e maus que transportava o espectador para uma realidade paralela ainda por cima com uma certa dose de humor, aqui não existe esse escape. os personagens principais são 'policias' mas cedo nos percebemos que são mais soldados num qq conflito de gerra e isto lado a lado com pessoas que vivem a sua vida pacatamente do otro lado da rua.

não é um filme perfeito mas é GRANDE GRANDE filme, a não preder. 4/5 numa de seriedade, mas apetece-me dar mais...

gangster americano


pois é pois é mister blade runer strikes back!

e o jota no fim do filme diz-me assim: ' há um filme bué parecido que tu não gostaste.... o departed'. NÃO!!!!! MESMO!!!!!!

era uma vez um gajo que fumava demais e viu o Blow , gostou muito mas não se lembra de nada... não sei pq esse gajo tem a sensação que este american gangster e o Blow tem alguma coisa a ver. é só uma sensação .... o que esse gajo tem...

então é assim, temos o policia e o ladrão.
e não há muito mais do que isso mas tb não é perciso. eu gosto de coisas simples mas bem feitas. este filme é, digo eu, um bom exemplo disso mesmo.
é claro que há medida que o filme vai avançando vão aparecendo mais e mais personagens que assim de repente poderiam levar a dizer que afinal nem é nada simples. mas na verdade o filme continua ainda e sempre centrado. e o centro é o ying-yang. neste caso o policia-ladrão. este bocadinho final apesar de um bocado gay (ying-yang que tretas....) é uma boa analogia (hehehe... gay) para um disco que gira cada vez mais rapido até saltar fora do eixo, ou um filme chamado american gangster.
o filme começa lento sem ser chato e como qq bom filme começa com a construção dos personagens, que esta muito bem feita.
a seguir temos um caminho paralelo de ambos os personagens que leva a um encontro final.
quando penso nesse encontro final vem-me à cabeça coisas como Heat, com aquela cena com o DeNiro e o Pacino mas pensando bem, lado a lado com este o Heat é uma bela merda! depois descartando esse lembro-me do apocalipse now .... este já joga na mesma liga mas não tem nada a ver...

o melhor é mesmo ver o filme. 5 em 5 e mai nada.

p.s. 2 em 5 para o departed. dá tanto gozo gozar com este desenho animado

Beowulf : Beautiful or awful ?

http://www.imdb.com/title/tt0442933/
Meus amigos……apresento-vos o futuro! .... cinema 3D !!
Imaginem uma lanca afiada e apontada a voces a uma aparente distancia de 2 bracos ....imaginem uma chuva de setas que parece realmente vir espectar nos olhos .....
E nao torcam o nariz! Nao, nao! Porque, ao contrário do que eu pensava, o 3D nao é a razao do filme, é + 1 pormenor que melhora o filme!
Acredito q haverá quem no futuro vá p “o 3D facil” apenas com cenas p “causar impacto”, mas digo-vos: o 3D realizado de raiz, tem potencial quer na animacao, quer na comedia, quem sabe ate no dramatico, mas principalmente na accao. Esse mesmo genero q é o mais pirateado de momento e quando ouvi um alto director de um estudio de Holywood dizer “...and this new 3D system can not be pirated”, pode muito bem ser o reavivar do moribundo negocio q se estava a tornar as salas de cinema por esse mundo afora J.

Quanto ao filme: historia baseado num conto famoso , que na primeira metade se confunde com uma historia basica de vikings e montros mas na segunda se redime totalmente e nos lanca numa profunda viagem pelas maldicoes entre geracoes. A accao é a normal neste tipo de filmes mas o 3D da-lhe um impacto diferente. É exactamente este o factor que nos faz manter o interesse pelo filme, caso contrario todo a envolvente criado á volta dos personagens / aldeia / etc...nao é suficiente!

22 October 2007

Rome

http://www.imdb.com/title/tt0384766/

É uma verdadeira aula de história, sobre a Roma da época de Júlio César. Claro que a acompanhar os factos históricos há histórias ficcionadas (caso contrário devia ser uma seca). Quase faz lembrar as grandes producoes como o Ben-Hur. Nesta, a história é "contada" em parte pelas vivências de 2 Centuriões da XIII Legiao, a que Júlio César comandava antes de chegar ao poder.
Nao faltam as intrigas, as mulheres das grandes famílias que têm mais poder que alguns dos políticos da República de Roma, e claro, a Cleópatra ;-).
Bons detalhes cénicos, e um grande rigor dos factos.

Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus

http://www.imdb.com/title/tt0422295/

Um filme estranho.
Aquilo que parecia o retrato da vida de uma mulher nos meados do século passado transforma-se em algo um pouco difícil de perceber.
Com um imaginário de personagens muito ao género do Big Fish, mas com um desenrolar de sentimentos e atitudes que eu nao fui capaz de perceber na totalidade.

300

http://www.imdb.com/title/tt0416449/

Eu fico sempre verdadeiramente agradada com filmes de fotografia arrojada, e este como é óbvio, satisfez-me bastante. Gosto muito da maneira como as cores sao tratadas, como se fossem também elas um personagem desta história, em quase tudo fantástica.
Uma história "simples" e decorrida num espaco de tempo também ele nao muito longo, mas com uma grande profundidade física, que nao pode deixar ninguém indiferente.
Um filme cheio de imagens líndissimas!!!

PS - A participacao do Rodrigo Santoro. É sempre muito agradável ver este actor participar em filmes "na América", mas confesso que aqui,... porquê ele e nao outro actor qualquer?! Até a voz nao é a dele, e o pior é que se nota bué o desfazamento da voz que foi colocada por cima.

26 September 2007

Sicko

Trata-se do novo filme documentário do Michael Moore.

É acerca do sistema de saude americano.

Depois de assistir ao filme cheguei à conclusão que adoro ainda mais a Europa.

Admito a minha ignorância neste post, pois não percebo como é que ainda possa existir a ideia do "sonho americano", país para o qual muitas pessoas desejam emigrar em busca deste, que continuam a tentar fazê-lo das mais diversas formas, muitas das quais colocando em perigo a própria vida.

Claro que nenhum país é um mar de rosas e se procura sempre um que ofereça melhores condições... mas quando são os direitos básicos que são colocados em causa, como o direito à prestação da assistência médica (já nem me estou a referir aos mais elevados padrões de qualidade) decididamente os EUA não são um local para o qual desejasse ir.

Quando o direito à assistência médica é decidida por uma qualquer companhia de seguros ao invés de ser pelo médico que está em contacto com o paciente e lhe diagnostica o quadro clinico a ser alvo de tratamento, em muitos dos casos estando em causa um tratamento urgente e prioritário... penso que a ordem de valores está invertida.

Quando acabei de assistir ao filme só me interroguei como é que a realidade descrita pode ser verdadeira em pleno século XXI em um dos paises ditos mais desenvolvidos do mundo.

A seguir questionei-me como é que o House consegue exercer medicina num pais assim e não ser ainda mais questionado pela Dra. Lisa Cuddy acerca de ser possível ele realizar tantos testes/exames até concluir finalmente o que é que o paciente realmente tem.

Penso que a questão dos seus pacientes terem ou não seguro de saude nunca foi uma questão muito central nos episódios, nem se os tratamentos são ou não elegíveis em termos de cobertura pelo seguro...

Um bem haja ao Dr. House que se preocupa realmente em resolver os enigmas/mistérios em termos clinicos que lhe são trazidos pelos seus pacientes, ao invés de se preocupar com os formalismos administrativos...

18 September 2007

The Bourne Ultimatum

http://www.imdb.com/title/tt0440963/

Mais um filme deste género de James Bond, mais realista e com uma causa bem diferente. E só esse facto, a causa que move o personagem principal, já me faz gostar da história.
Achei um filme muito parecido aos dois anteriores, com alguns detalhes deliciosos, como a última cena do filme, do mais característica de Jason Bourne.
No geral o filme agradou-me bastante, talvez com excepcao de uma cena de perseguicao de carros que para além de muito longa é também demasiado aparatosa.
A música do Moby ajuda sempre a que as cenas finais tenham ainda mais impacto e mistério.

Irá haver outro Bourne? Ouvi aqui há dias o Matt Damon dizer que achava que este era o último, mas a história nao ficou por aqui, por isso...

08 September 2007

A Marcha dos Pinguins


Gostei imenso deste "documentário romanceado". Uma nova perspectiva sobre aquilo que é um filme documentário da vida selvagem. A abordagem, as vozes genéricas do feminino, masculino e criança, são de uma subtileza enorme. A fotografia, enquadramentos e banda sonora perfeitos. O que mais me cativou foi a forma como a dureza da vida selvagem e abordada de uma forma muito emotiva sem ser paternalista. Já sei que este realizador está a preparar o lançamento de um novo filme, este sobre o aquecimento global e se nao me engano sobre as focas. A narradora será Queen Latifah e penso que promete!!

06 September 2007

Prison Break

http://www.imdb.com/title/tt0455275/

(isto nao tem que ser obrigatoriamente um blog só de filmes :-))

Pois é, finalmente terminei de ver a segunda temporada do Prison Break.
E basicamente, gostei bastante mais da primeira temporada. Gostava mesmo bastante de toda a metodologia e rigor do plano. Claro que mesmo durante a primeira tempora (exactamente a partir dos episódios que nao eram suposto ter existido, já que a séria foi inicialmente feita para 12 episódios) nota-se um pouco menos de rigor no plano, comecam a surgir mais imprevistos. Mas agora na segunda temporada havia alturas em que já me aborrecia o facto de estar sempre, mesmo sempre, a surgir imprevistos. Outra coisa que me fez gostar mais da primeira temporada foi também o tempo dedicado a cada um dos personagens, nesta havia menos personagens e por isso era possível todos eles estarem mais presentes e com mais intensidade. Nesta segunda temporada vai sendo à vez, ora hoje mostra-se a história de um, ora a história de outro.
Personagens:
- Veronica, nao gostei nada desta actriz, parecia que ela estava sempre em profundo sofrimento, quase uma versao feminina do Enrique Eglesias.
- T-Bag, brilhante, a maneira como ele construiu o personagem, todos os tiques, está demais.
- Sucre, é um fofo, tenho gostado particularmente de um solo de viola que acompanha as cenas dele agora nesta segunda temporada.

Aguardando 17 de setembro para a continuacao ;-)

30 August 2007

Knocked Up

http://www.imdb.com/title/tt0478311/

Um filme levezinho mas bem feito. Eu nao sou do tipo de comédias, mas curti esta. Dei bastantes gargalhadas, os personagens tem todos o seu ponto de interesse cómico.
Acho que a história, apesar de interessante, é o de menos neste filme, o que realmente vale é os personagens, com todos os seus momentos cómicos.

Um bom filme para sexta-feira à noite.

27 August 2007

Women In Film

Notes on a Scandal


http://www.imdb.com/title/tt0465551/

Acima de tudo excelentes interpretacoes, mas também acho que seria de esperar. A Judi Dench já a conhecemos de há muito tempo, e sempre com excelentes papéis, a Cate Blanchett tem vindo a demonstrar que é uma excelente actriz, os últimos papéis dela tem sido todos muito bons.
Uma história de pessoas banais, com uma situacao que de certeza também será bem mais comum do que imaginamos.
Um filme aparentemente simples, mas com bastante intensidade.
Sem dúvida, um filme a ver!!!

22 August 2007

Zodiac

http://www.imdb.com/title/tt0443706/


Uma história interessante, uma fotografia muito boa, e um guarda-roupa perfeito. Mas muitos personagens e muita informacao. É normal que no inicio do filme nos sitamos perdidos relativamente à história e aos personagens, mas neste demora-se mesmo muito tempo, e acho que a cculpa nao é de quem vê, principalmente porque demoramos imenso tempo até perceber quem é na verdade o personagem principal, e depois de o realizador finalmente se focar em alguém, quase esquece o resto dos personagens. O filme tem um momento alto um pouco frustrante, pois é-nos dada a sensacao que estamos perto do final, mas de repente puf! acaba e essa cena deixa de ter importância e passa-se logo para outra. Por outro lado o momento da conclusao da história é muito interessante, muito subtil e simples ;-)

The Last King of Scotland

http://www.imdb.com/title/tt0455590/

Pois é, andamos a por em dia os filmes ;-)
Mais um em que a expectativa era grande, afinal estava aqui o óscar de melhor actor. Que me parece justo, o personagem é excelente e está muito bem interpretado, quase que diria que o papel de ditador meio atrofiado cabe que nem uma luva ao Forest Whitaker :-D
O filme toca um assunto que sempre nos faz pensar que vivemos num cantinho bem sossegado, mas desta vez a perspectiva que temos é a do lado de dentro. Ao contrário do Hotel Rwanda (*****) que nos mostra a chacina humana, este mostra-nos a vida do meio próximo ao ditador, mas a chacina existe na mesma, só que é-nos mostrado muito menos.O personagem principal do filme, Dr. Nicholas Garrigan, nao deve ver filmes nem noticiários. Já se sabe que estar perto de um lider africano nunca corre bem, mas na altura dele a globalizacao nao tinha atingido o ponto dos nossos dias.

Rocky Balboa



Confesso que estava bué de expectante, sou fa dos filmes anteriores (dentro do género) e achava que este vinha mostrar que o tema tem potencial. Mas nao, pelo menos, nao desta forma. Só tenho uma palavra para o filme, melodramático, do início ao fim.
Claro que o filme trazia consigo um montao de senaos, mas mesmo assim podia ser bom.
Mas a fórmula do lutador bonzinho que está afastado do meio e numa vida diferente nao chega a tocar, porque lhe falta emocao. O pouco de relacoes amorosas que possa ter também nao ajuda porque mais uma vez, lhe falta emocao. E a luta em si está muito fraca. Falta-lhe aquele torcer dos personagens que viamos nos outros filmes da saga.

Um ponto a favor, o estado físico do Sly, à parte daquela cara super defeituosa, está com um bom físico, acho que o governador da califórnia devia por os olhos nele e fazer um pouco de exercício ;-)

13 August 2007

Paris Je t'aime

Vi ontem Paris je t'aime e adorei. as histórias são pequeninas mas cheias de graça e ternura. a minha preferida é a do rapaz cego que se apaixona por uma actriz que ensaia para uma audição. gostei de todas em geral e recomendo!!!

09 June 2007

Grave of the fireflies --» *****

http://www.imdb.com/title/tt0095327/
Eu ja estava avisado para o poder "lacrimejante" deste filme, mas mesmo assim isto ficou um bocado "turvo" para o final! :-)
A estoria é bastante simples: um irmao, que para impedir a pequena irma de passar os horrores da guerra, faz de tudo para arranjar comida para os dois em tao dificil periodo.
O grafismo é mesmo abaixo da media (ate existem em imagens em movimento cenarios completamente parados)!!
A banda sonora tem alguns momentos altos, mas é por ai que o filme ganha mais impacto...
O conjunto de personagens é deveras limitado (para o que estamos habituados nos filmes actuais de animaçao)...
Por este momento estao a dizer : "...oh! O filme nem é grande coisa e ainda por cima é lamechas! Q valente merda!"
Mas ai é que se enganam! Existem certas coisas já de si tao belas que nao é necessario inventar muito coisa para que elas tem em nós um efeito lindissimo, ternurento, bigger than life mas ao mesmo tempo completamente devastador! Um desses casos é o do Por-de-sol (para alguns desmancha prazeres: o Nascer-do-sol :-P) e é, meus amigos, o caso deste filme!
A ver uma vez na vida! (e provavelmente só uma....)

16 May 2007

Os filmes que não vejo.

Nos últimos tempos não tenho ido ao cinema...

De filmes que tenha visto recentemente pouco posso comentar.

Dos filmes nomeados este ano para os Óscares, na categoria de melhor filme, assisti ao Babel e ao vencedor The Departed. Entre os nomeados em outras categorias que vi, e considero dignos de referência, destaco o Blood Diamond, Children of Men e The Last King of Scotland.
Para mim qualquer um destes últimos podiam estar igualmente nomeados na categoria de melhor filme, no entanto só existem cinco lugares para serem preenchidos e a concorrência é muita.
Porque destaco estes filmes? Talvez porque atribua relevância à história que relatam, mas sobretudo porque transmitem uma mensagem digna de registo, seja por retratarem factos verídicos que não devem ser esquecidos ou factos fictícios que alertam para que qualquer acção tem uma repercussão (mesmo que o seu impacto se repercuta num futuro mais ou menos distante).
Todos somos hoje responsáveis pelo mundo de amanhã… mesmo que uns sejam mais responsáveis que outros. Da mesma forma todos podemos ser resultado do mundo de ontem.

Quando se gosta de assistir a filmes, mas a oportunidade para os ver é escassa, deixa-se de ir ao cinema apenas para assistir a mais um filme que está em cartaz. Os filmes são escolhidos muito mais criteriosamente, na ânsia de se ver filmes que valham realmente a pena.

Assim, como mero exemplo, as comédias ditas “levezinhas” são exemplos de filme que permanecem no expositor a adquirir pó…

(Desculpem a dissertação… Prometo ser mais breve em próximas oportunidades, isto claro, se não me expulsarem antes como colaboradora.)

27 April 2007

"the good shepherd" by robert de niro

"the good shepherd" by robert de niro

[http://www.imdb.com/title/tt0343737/];

De Niro constrói aqui uma bela e pormenorizada versão de uma história de espionagem, fora do comum, cheia de situações, referências, e beleza, meticulosamente construída, com arte e saber. O interesse não reside na montagem e em cenas comuns de rápida acção, perseguições, e eteceteras; algo que seria esperado de um comum filme de espionagem, mas sim, na beleza, e pormenores técnicos com que De Niro filma, e na vida daquele homem, o mais importante da agência (CIA), mas não o chefe, em todas as suas sumptuosidades, e na aparente calma e/ou frigidez com que ele lida com todos os assuntos, pessoais, ou profissionais. Um homem calmo e meticuloso, como só tal dirigente de tal agência poderia ser, tal como a filmagem o é, tal a complexidade da estória e do personagem o são; cheias de pormenores, intersecções, e emoções, que podem recriar-se em nós, ou não, caso nos deixemos levar pela falta de emoção da personagem, ou pelo cruel e frio absorver da exterior (á personagem) realidade da filmagem.
Com uma filmagem tão capacitada e consistente, eu não fiquei no final com a ideia de que este filme seria dos melhores que já vi. Mas cada vez que penso em tal, relembro-me de pormenores envoltos em segredos, tal como a vida do personagem, que decide sacrificar a sua vida pessoal, a favor da pátria, e da agência. Uma das frases que elabora e constrói a secretiva narrativa é "...you are safe with me...", ideia que deambula entre a história que se desenrolará, e a ideia base da agência C.I.A., criada com esse mesmo propósito, de garantir a segurança do seu povo, apesar de variados ataques a esta lei ao longo do filme, questionando a legitimidade da mesma e sua pertinência. A estória, repleta de referências a personagens reais, adaptada de um brilhante argumento de Eric Roth, é atenta, e repleta de referências cruzadas, quer com a realidade, quer consigo mesma, devido á forma como é contada. Matt Damon está sem dúvida brilhante num dos melhores papéis da sua vida, pelo menos até hoje.