20 July 2008

"Who you gonna call?"

Ghost Busters (1984)
Fui presenteada com uma surpresa do canal hollywood, eis que começa a dar um filme e eu fico a pensar "curtia bue rever o ghostbusters", e era mesmo!
É o primeiro filme que tenho recordação de ter visto no cinema, ainda na Venezuela, portanto muito muito pikena, tão pikena que nem me lembro do filme ser em castelhano, ao contrário de muitas outras coisas como os pitufos (os vossos estrunfos).
Este sim é um clássico! ;) um clássico "nosso", da nossa geração :)
Foi recordar os mil e um detalhes de que nem fazia já ideia, o mega carro, o descer no poste de bombeiros ao som da musiquita rockeira dos anos 80, a Sigourney Weaver normal no início do filme, o olhar sedutor do Bill Murray, o boneco da michelin, um 4º ghostbuster, a nhenha do fantasma verde, and so on, and so on.... :) muito bom!

18 July 2008

New pole question: The Dark night

Ja lemos aqui uns comentarios sobre umas certas expectativas sobre o novo filme da saga Batman e por isso decidi q a pole question desta quinzena ira ser sobre o pq dessa expectativa :
Heroi, vilao ou realizador....ou nenhuma das anteriores!
vamos a votos!

Pole question output: Tim Burton

(tirando o voto do batoteiro :-) ...)
"um mestre indiscutível d sua arte" : 4 votos --> 36%
"é sempre bom ver os filmes dele" : 5 votos --> 45%
"hit some, miss some" : 2 votos --> 18%

Parece q por estas bandas Tim Burton é mt apreciado dado q mais de 80% das pessoas pontuam muito positivamente o seu trabalho. Apenas uma minoria acha q ele ja comeca a resvalar em alguns filmes (provavelmente filmes recentes como "Sweeney Todd" ou mesmo "Charlie and the Chocolate Factory" tiveram algum peso nesta decisao....)

tenho q reconhecer q algumas formulas dele comecam a tornar-se um pouco repetitivas. o exemplo maximo disso foi "Corpse Bride"....mas quem fez uma coisa como "Vincent" tem sempre perdao! :-D
Bottom line: Tim....manda mais p cá q a gente ve-os!

12 July 2008

"School of rock" vs "Be kind rewind"


Here we have a serious question:
we all love Jack Black (right???)...i consider him one of the current masters of comedy...) but in which hands he is more suitable on?
é por isso q lanço aqui a comparaçao: "The School of Rock" ou "Be Kind Rewind"?
- Musica ou cinema?
- R. Linklater ou M. Gondry?
- in your face ou in your dreams?
: eu pessoalmente prefiro o segundo...de longe!

Enquanto o primeiro é apenas um "Mr. Holland's Opus" comico o outro é mt mais q isso: é o sonho do cinema tornado realidade, é a magia q faz com q qualquer um pegue numa camara e faça a diferença, é a recriaçao de um sonho...

Mas...nao consigo ver Jack Black diferente em nenhum dos filmes...alias ele é ele proprio, exactamente como o vemos em "High Fidelity"....será q ele consegue vir a ser diferente dele próprio?...um desafio p o futuro...

p.s. no final do filme vem um link q supostamente nos dá os "swedish" movies ...alguem conseguiu?????
www.bekindrewind-themovie.com

07 July 2008

The Happening (2008)

M. Night Shyamalan é o realizador de alguns filmes de suspense brutais que tive a coragem de ver! Sim que eu não vou nada à bola com coisas que metem medo :P
The Sixth Sense, Unbreakable, The Village.
Se bem que este da vila eu já sabia de muita coisa que ia acontecer e vi em circunstâncias de pouco som, portanto não me assustei muito! :D

Este happening.... não me parecia grande coisa na publicidade e não se revelou grande coisa ao vê-lo, acho que ficou muito aquém dos outros filmes que vi dele.

O actor principal, Mark Wahlberg, dá-me sempre bue vontade de rir porque o acho um pouco, para não dizer muito, pateta. Definitivamente acho que ele não é lá grande actor, ou então não vi filmes suficiente com ele. Sempre que o vejo dá-me vontade de rir porque me lembro do Boogie Nights :) e pronto, até acho que ele estava bem para o papel no Planet of the Apes.

Made of Honor (2008)


Lá estou a falar de filmes lélés e comerciais, pois bem, lá fui ao cinema só p passar o tempo com pessoal e saiu este na rifa.

Pessoalmente gosto bue do McDreamy da série Grey's Anatomy, portanto ir ver um filme com ele é sempre delicioso. Neste ele está muito bem, exactamente igual ao que estou habituada a vê-lo.
A cómedia nem tem muito de comédia, acho mais piada à parte séria que sempre existe numa comédia e esta é daquelas que me dá vontade de dizer: "pois é Guigui, como é?" :D just kidding, and we know that.

Voltando ao McDreamy, Patrick Dempsey, há uma cena de um beijo entre ele e esta rapariga que está fabulso. De resto é um filmito de ito :) gostei muito dos pequenos detalhes da relação entre eles os dois.

Já me esquecia, logo no início vejo o nome Sydney Pollack e fiquei "hummm?". Ele faz de pai do Patrick Dempsey.

04 July 2008

New feature - Pole questions

Pois é....o Cinecrack é só novidades! :-)
Com o post +/- recente do ultimo filme de Tim Burton (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street) e alguas criticas nao tao favoraveis, lembrei-me de utilizar o feature de sondagens disponivel no Blogger e iniciar aqui uma nova faceta deste blog.

O intuito é saber o vossa opiniao
sobre certos temas q vou pondo de tempos em tempos (tb podem enviar a vossa questao ( e respectivas opcoes) p a nossa administrator!

Votar é bastante rapido assim como consultar os resultados.

isto só resulta se tivermos a vossa colaboracao! ;-)

03 July 2008

Across the universe


Alguem tinha falado aqui recentemente o qt os musicais nao se mostravam um genero mt atractivo...pois bem, aqui temos uma nova e refrescante abordagem ao assunto pelas maos de Julie Taymor, uma realizadora q de certeza vos traz boas recordacoes com titulos como "Frida" ou "Titus".
A ideia aqui é misturar uma estoria simples de "boy meets girl (plus something else)", inseri-la no ambiente conturbado do vietname e pelo meio por os actores a cantar as letras das musicas dos Beatles de maneira diferente.
O resultado? É como ver uma tela a ser pintada por um mestre....estranho ao principio, comeca a fazer sentido e no fim é sempre interessante d ver o resultado!
Passo a explicar: é tudo culpa desta senhora - Julie Taymor.... vos digo, this woman is heading for greatness! she will go places! :-)
Ela consegue criar um universo com uma linguagem muito propria, por vezes recorrendo a imagens subjectivas, por vezes levando-nos na sua "tripe", por vezes filmando apenas "straight to the point" a verdade é q nunca nos deixa indiferentes e existe uma verdadeira sonhadora mt capaz por detras daquela cor toda (grande merito tb p o director de fotografia). A direcçao de actores é spot-on .... tudo surge fluido e natural. e é isso q o cinema deve sempre ser .... ser corajoso e audaz qd se filma, criar algo novo e q reflita uma visao propria . Mesmo q isso implique filmes q nao resultam tao bem no seu todo como este aqui, mas ao menos tentou e é isso q interessa. Prefiro mil vezes um bom realizador tentar e nao conseguir d q fazer mais d mesmo! Mas nao ha demerito na realizaçao, bem pelo contrario. A mulher ja ultrapassou o estado de graca e esta agora em estado de pre-mestre. :-)
Bottom line: ver este filme é como ver um Picasso. Vai ser sem duvida estranho, pode-se nao se gostar totalmente, mas nunca se sai indiferente. E principalmente tem-se a ideia de q o seu criador gostava (e percebia) mesmo d q fazia.

Alguns vao apreciar, como bonus, os cameos de Bono e Joe cocker e muitas piscadelas de olho a personagens relevantes da altura como Jimi Hendrix e Janis Joplin, Hofmann, etc...q tornam o filme ainda mais (se isso é possivel) "in it's right place". (deem uma vista d olhos pelo cast completo no imdb e deparam-se com qs 13 !!!! páginas de actores...mts com fotografia! :-))

Wall.E - trailer

Queria chamar a vossa atençao p este filme q esta a chegar e, de certeza, vai fazer as delicias de muios "movie goers"!
vejam o trailer e dps digam-me qq coisa:

http://www.apple.com/trailers/disney/walle/trailer_medium.html

É pixar e é A. Stanton e está tudo dito!!!
(temporariamnte no top 9!!! do imdb....)

11 June 2008

Gangs of New York (2002)

Deu ontem na tv e lá estive a revê-lo... Acho que gostei da mesma forma que gostei da primeira vez, se calhar um pouquinho mais, mas mesmo assim continuo a perguntar: "O que correu mal neste filme?", "O que lhe falta?".... something is missing here...
é a história? o cenário? os personagens? os irlandeses? os actores? o guarda-roupa?
algo não foi convincente, algo falhou..
Anyone? Anyone?

10 June 2008

and now something completely different..

GET CARRIED AWAY :D
Gostei! Nem mais nem menos do que estava à espera.

29 May 2008

"Peeping Tom", de Michael Powell [1960]




"I feel...
I can't describe it,
I can only photograph it."

Mark Lewis, in "Peeping Tom"


"Peeping Tom", é um filme sobre a tendência doente do voyeurismo, colocada num extremo ainda mais doentio, em que a personagem principal, Mark Lewis (Carl Boehm), experimenta sobre o medo, a reacção ao medo, e a provocação do medo nas pessoas que se tornam nos objectos fotografados pela sua camêra.

Mark trabalha para um estúdio de cinema, para o qual é o técnico de Focagem, e nos tempos livres faz fotos eróticas estilo "pin-up" na clandestinidade, artigo muito procurado pelos clientes da loja para a qual ele as realiza. Mark foi abusado psicologicamente por seu pai, cientista brilhante, que efectuou estudos muito extensos sobre o medo e o sistema nervoso, usando para tal o seu próprio filho, e tendo efectivamente filmado tais experiências. Advindo daí, certamente, a sua paixão pelo "olho" da camâra, assim como um certo desvio de comportamento. É, no entanto, um jovem bastante inteligente, mas extremamente tímido e fechado. Desde jovem que Mark revelava já um certo interesse pela observação, mas também pela sexualidade livremente expressada pelos casais, como por exemplo um casal que se esteja a beijar num parque. Quando uma rapariga do seu prédio demonstra começar a desenvolver uma certa afeição por ele, pessoa particular, apesar da sua assustadora estranheza, mais do que pela normalidade de um outro jovem que habita no mesmo prédio, Mark abre-se e, de certa forma, aproxima-se dela, aparentando buscar um certo controle sobre o seu distanciamento emocional relativamente aos demais humanos, em oposição ao distanciamento físico de voyeur.

As cores saturadas do filme, e os seus cenários, que transpiram a ambiente de estúdio, ajudam a criar o ambiente desta realidade "sui-generis", plástica, como que moldável por Mark, tal qual o mundo de fantasia de uma criança. O mais interessante e digno de estudo neste filme, será a inter-relação entre o "simples" voyeur, o obstinado observador, e o cineasta, observador por obrigação, e prazer, certamente. O filme está repleto de pormenores deliciosos, embora sórdidos, que completam a metáfora do filme dentro do filme. Quando Helen beija Mark, ele encosta pouco depois os seus lábios à objectiva da sua camâra, em sinal de afeição, assim como, em procura da verdade, da realidade, comprovando-a. Enquanto a sua vida pessoal parece estar próxima de se definir, numa nova direcção, controlando os seus impulsos, a sua obra dirige-se vertiginosamente para o fim, onde a sua displicência relativamente a todas as circunstâncias externas se evidencia, assumida. Afinal esta era a sua intenção. Completar a sua obra, o seu estudo.


" - What would frighten me to death?
Set the mood for me Mark.

- Imagine someone coming towards you.
He wants to kill you.
Regardless of the consequences.

- A madman?

- Yes.
But he knows it! "

in "Peeping Tom"


daigoro

"Sword Of Doom", de Kihachi Okamoto [1966]


Ryunosuke é um implacável samurai. Logo na cena inicial enquanto a neta de um velho peregrino se afasta para lhe ir buscar água, ele reza junto a um pequeno templo pedindo a buda que o leve, para que deixe de ser um fardo para a sua neta. Como que um anjo da morte, Ryunosuke aparece e mata-o sem razão aparente a não ser a de o velho estar a pedir. Esta sua acção tem consequências maiores do que as que inicialmente se poderiam prever.

Ryunosuke possui um estilo muito particular, havendo sido expulso da sua escola anterior, e dominando mais tarde o que chamam de "silent form", atraindo os inimigos a atacarem, aparentando estar vulnerável, tornando então a defesa em ataque e disferindo um golpe mortal.

A realização tem vários pormenores de estilo deliciosos, perfeitas no já conhecido estilo de filme de samurais japonês, superando-se a si próprio, e às nossas expectativas, por ocasionalmente executar umas quebras na narrativa linear, de forma a evidenciar os pensamentos de determinadas personagens em determinado momento, reafirmando a razão pela qual a acção toma determinado rumo. Opção peculiar e pouco comum neste tipo de cinema, e principalmente para esta altura, deliciando o espectador mais atento. O pai de Ryunosuke, um velho doente e acamado, e seu primeiro instrutor, refere que a sua crueldade com a espada parece já se ter apoderado também do seu corpo e alma, ciente de que a humanidade, a compaixão, o sentido do correcto não existem já para o seu filho. As sequências de acção são excelentes, muito bem filmadas, e muito bem executadas. Há portanto razões para este filme ser ainda hoje uma referência, exigindo no entanto uma certa atenção aos pormenores, devido à trama geral e final se começar a forjar aos poucos desde o início do filme.

Não deixamos no entanto de sentir uma certa simpatia para com o protagonista, por muito cruel que seja. O seu olhar vazio de expressão, parece conter uma impotência relativamente ao controle das suas acções, fatalismo relativo à sua falta de algo em que acreditar, alguém em quem confiar. Destaque ainda para a presença de Toshirô Mifune, que interpreta um renomado e sábio instrutor de kendo.


"I trust only my sword in this world.
When I fight, I have no family."

Ryunosuke , in "Sword of Doom"


daigoro

28 May 2008

"IMAGES", de Robert Altman [1972]



"IMAGES" de Robert Altman [1972]


Um desconcertante filme que mostra mais uma vez que nesta década se faziam grandes filmes jogando com a psique mais profunda das pessoas. Uma mulher atormentada por imagens que lhe surgem de pessoas, acontecimentos, alguns, reminiscências do passado, outros, quem sabe. A visão a que temos acesso é quase sempre apenas a sua. Susannah York é Cathryn, a personagem principal deste filme, e é também a autora do conto infantil, "In Search of Unicorns", que Altman usou no filme. A interpretação de York é quão bela quanto aterradora, que enfatizada pela brilhante realização de Altman, atormenta-nos, apertando-nos o coração e os pulmões, impedindo-nos de respirar livremente. É implacável e sem piedade o tormento que a esquizofrenia desta bela mulher nos inflige, e inflige a si própria. Cada vez mais agressiva para com as suas visões, assusta-nos nas suas tentativas de se livrar delas, enquanto viaja intermitentemente entre o mundo real e o imaginado. O seu marido, única forma de sentir-se sã, âncora na realidade, enquanto ocupado com outros assuntos, desconsidera levianamente os "avisos" da sua cada vez mais proeminente loucura.

A realização de Altman é qualquer coisa de genial. Pormenorizada, rápida, crua. Como exemplo é a forma como filma e edita a cena em que Cathryn se entrega a fazer amor, visando de uma forma brilhante o seu estado mental, assim como a sua conturbada entrega física; ou o uso de espelhos e espanta-espíritos, que tanto prendem a atenção de Cathryn, assim como reflectem a sua imagem completando esta esquizofrenia visual na qual somos lançados. Altman joga até com os nomes dos actores e os das personagens, como por exemplo: Susannah York interpreta Cathryn, Cathryn Harrison interpreta Susannah. A fotografia de Vilmos Zsigmond é excelente, justificando o porquê de ter sido o cameraman preferido de Altman nesta altura. Até a banda sonora de John Williams, atípica, para o mais comum conhecedor do seu trabalho, é adequadamente punjente, complementada pela participação de Stomu Yamashta, com o crédito de ter criado o "noise" mais agressivo.


"The stone circle
was shrouded in stillness.

There was no whisker of wind...

but the holy tree
swayed and tossed...

as if in the grip
of some terrible storm.

Deep sobbing broke
from its trunk...

as though some locked creature
was struggling to escape."

Cathryn, in "Images"
(do livro de Susannah York "In Search of Unicorns")


daigoro

27 May 2008

Sydney Pollack Dies; Actor and Actor's Director


Sydney Pollack helped make a sex symbol of Robert Redford, an Oscar-caliber star of Jane Fonda and a woman of Dustin Hoffman.

Pollack, the quintessential actor's director of Tootsie, The Way We Were and more, who seemed most comfortable in the company of Hollywood's biggest stars, and vice versa, died tonight of cancer at his Los Angeles home.

The filmmaker, a two-time Oscar-winner, was 73.

"Sydney made the world a little better, movies a little better and even dinner a little better," George Clooney said in a statement. "A tip of the hat to a class act. He'll be missed terribly."

Pollack recently worked with Clooney on Michael Clayton, which Pollack acted in and helped produce, and Leatherheads, which he executive produced.

Michael Clayton, a Best Picture contender at this past February's Oscars, brought Pollack his sixth career nomination. He won his pair of statuettes for directing and producing the 1985 Best Picture winner, Out of Africa.

He also earned nominations for directing and producing Tootsie, the beloved cross-dressing 1982 comedy, and for directing the 1969 dance-marathon drama, They Shoot Horses, Don't They?

A former acting teacher who became an in-demand character actor, Pollack had memorable on-screen turns in Stanley Kubrick's Eyes Wide Shut, Woody Allen's Husbands and Wives and his own Tootsie, in which he played Hoffman's exasperated acting agent.

Indicative of a career that seemed as vital as ever, Pollack can currently be seen in theaters as Patrick Dempsey's father in the comedy Made of Honor.

Pollack, the producer, likewise was busy. He had a number of films in the offing, including The Reader, an upcoming Ralph Fiennes-Kate Winslet romantic drama, from the production company he founded with Anthony Minghella, the Oscar-winning writer/director who died suddenly in March.

With its central love story, The Reader seems a prototypical Pollack production. As the filmmaker told E! Online in 2000, "I have never done a film without a love story."

And, he could have added, he never did a film without an A-list actor, either.

Hoffman, Tom Cruise (The Firm), Meryl Streep (Out of Africa), Paul Newman and Sally Field (Absence of Malice), Nicole Kidman and Sean Penn (The Interpreter) all worked with Pollack, the director.

Harrison Ford made two movies with Pollack—Random Hearts and Sabrina.

Robert Redford made seven—Havana, Out of Africa, The Electric Horseman, Three Days of the Condor, The Way We Were, Jeremiah Johnson and This Property Is Condemned.

A star on a Pollack film, especially a Pollack film of the 1970s and 1980s, could almost bet on two things: The film selling a lot of tickets, and the film netting a lot of Oscar nominations. Actors who earned Academy Award nominations in Pollack films included Hoffman, Newman, Streep, Barbra Streisand (The Way We Were) and Holly Hunter (The Firm).

While Pollack was known for deftly and successfully working with Hollywood giants, he also had a knack for discovering talent. Or, maybe it's better put, he had a knack for recasting talent.

He spotted Greg Kinnear on E!'s Talk Soup, cast him as Ford's younger brother in Sabrina and set the TV host onto an Oscar-nominated acting career.

He directed the post-Barbarella Jane Fonda, not then noted as a serious actress, to her first Oscar nomination in They Shoot Horses, Don't They?

And he directed Jessica Lange, also not yet then noted as a serious actress, to her first Oscar-winning performance as Hoffman's insecure love interest in Tootsie.

Of all the stars he worked with, Pollack was most associated with Redford. This Property Is Condemned, released in 1966, was Pollack's second feature as director, and one of Redford's first as a leading man. The two went on to work together on one of the biggest box-office hits of the 1970s, the love song-inspiring The Way We Were, to one of the more notorious busts of the 1990s, the bad review-inspiring Havana.

"I'll tell you something," Pollack said of Havana to the New York Times. "If I had to do it again, I'd do it. I loved that character that Redford played."

Pollack was biased. He saw in Redford "the quintessential American hero," he told E! Online, and "the loner, the guy who wanted to make his own rules, the guy who learns to become a real human being through the love of a woman," he expounded on to the Times.

A man who becomes a better man by becoming a woman was the premise of Tootsie, arguably Pollack's greatest success as director, Oscar wins notwithstanding, and his only film make the American Film Institute's list honoring the 100 best U.S.-made movies.

Tootsie, in which difficult actor Michael Dorsey (Hoffman) becomes a soap star by pretending to be spunky actress Dorothy Michaels (also Hoffman), earned 10 Academy Award nominations, and reignited Pollack's left-for-dead acting career.

According to the filmmaker, Hoffman suggested—no, demanded—that Pollack play Michael Dorsey's agent, instead of Dabney Coleman, who'd been cast.

"Dustin was very fond of Dabney, but he felt he was a colleague and a peer," Pollack told E! Online. "…He said, 'If a peer says to me, 'You're never going to work again' I'm not gonna put on a dress. If you say to me, 'You're never gonna work again,' then maybe I'll put on a dress."

Coleman ended up playing the movie's boorish soap director; Pollack ended up on other directors' call sheets.

He played the midlife-crisis-suffering husband in Allen's Husbands and Wives. He played the tony Long Islander with a penchant for clothing-optional costume parties in Kubrick's Eyes Wide Shut. He played Clooney's law-firm boss in Tony Gilroy's Michael Clayton.

Pollack also did a good amount of TV, including stops on The Sopranos, Frasier and Will & Grace, where he occasionally appeared as Eric McCormack's prime-time father.

Born July 1, 1934 in Lafayette, Indiana, Pollack once said of his childhood to the Times, "I think of it with great sadness. It was a real cultural desert."

Pollack found a home in New York City, where acting class kept him busy as both student and teacher. Of his teaching career, Pollack said it only came about because he couldn't find work as an actor.

The turning point came in 1959 when John Frankenheimer, a prolific director of the era's live TV dramas who would later helm films such as the original Manchurian Candidate, hired Pollack as an acting coach. The gig led to TV directing gigs which led to his first feature, The Slender Thread, a 1965 suicide hotline drama starring, as would become Pollack's way, two stars, Sidney Poitier and Anne Bancroft.

Pollack's last dramatic film as director was the United Nations-set The Interpreter, which was released in 2005, the same year as the lone documentary as a filmmaker, Sketches of Frank Gehry, about the noted architect.

A prolific producer and executive producer, Pollack helped make high-profile Oscar fare (Minghella's Cold Mountain and The Talented Mr. Ripley), smallish films (Sliding Doors, Searching for Bobby Fischer) and even a John Goodman vehicle (King Ralph).

In the end, Pollack was defined by big stars and big movies. He knew it. And embraced it.

"Not all those big movies are good for you. I suppose there's a lot of bad ones—I'm sure people would say I've made some of them," Pollack once told National Public Radio. "But the good ones do move you."

in E online

24 May 2008

"Sunset Blv." de Billy Wilder [1950]


"Sunset Blvd." , "O Crepúsculo dos Deuses"


Debaixo do foco de luz estamos vivos. Somos vida. E Norma Desmond deseja voltar a sentir esse foco de luz apontado para ela. Mais do que tudo. Esse foco que traz imediato reconhecimento, atenção, amor. Assim que nos é retirado, tudo desaparece muito rapidamente, e depois, o que resta? Afinal quantas coisas nós podemos ter/desejar na nossa vida? Trabalho... Amor... e...

As personagens deste filme inspiram pouca simpatia. Um escritor algo falhado, com uma oportunidade fácil, à qual se entrega sem grande contemplação, mas perfeitamente consciente das suas acções, mas sem deixar que a sua pouca moral o afecte de maior. Uma ex-actriz, estrela do cinema mudo, seduz o escritor a escrever a obra que a fará voltar ao cinema, desenvolvendo uma relação de co-depêndencia pelo caminho, tornando-o no seu único público, no seu foco de luz.

O filme desenvolve-se como uma sinfonia de vários arranjos, cativando desde o início, quer pela abordagem, quer pela filmagem e cinematografia. Com várias referências reais a Hollywood, realizadores, e com pormenores em que a actriz Gloria Swanson "encena" para a personagem de Wiilliam Holden, cenas de filmes mudos nos quais ela havia participado, este filme envolve-nos num subir firme de emoções, deixando-nos ao mesmo tempo no vazio sobre que atitude aceitar, que julgamentos fazer. Uma realização excelente de Billy Wilder, com uma verdadeira homenagem aos grandes actores, assim como ao seu declínio, "Sunset Blvd" tece uma densa teia emocional, onde o espectador enfrenta confrontos humanos difíceis de julgar. Uma estória repleta de história, onde Buster Keaton, H.B. Warner, and Anna Q. Nilsson, ex-actores do cinema mudo, rejeitados desde a introdução do som nos filmes, e chamados no filme por Joe Gillis como as "figuras de cera", são eles próprios parceiros do jogo de Bridge de Norma. Até Cecil B. DeMille é actor, interpretando-se a si próprio. Especial nota para a interpretação de Erich von Stroheim como mordomo.


"...Mr. DeMille, I'm ready for my close-up."

Norma Desmond, in Sunset Blvd


daigoro

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008)

Mais uma boa aventura do nosso velho amigo Indiana Jones :)
Foi bom recordá-lo e ver que continua igual a si mesmo, não nos desilude apesar de estar muito cota.
O filme mantém o mesmo ritmo de aventura e humor dos anteriores. A música, o chapéu, o chicote... está tudo lá.
O puto está fixe (ao contrário do que estava à espera). A primeira imagem que temos dele parece uma homenagem ao Marlon Brando anos 50 ;) very nice.
Gostei muito do regresso da Marion do primeiro filme.
A Cate Blanchett está com um bom sotaque, e é tão boa actriz que nem damos por ela.
Curti o tipo de letra no início do filme :D
O que menos gostei: a história é normalzinha, é mais uma aventura do Dr.Jones, venham mais!

23 May 2008

CAOTICA ANA, de Julio Medem, [2007]


CAOTICA ANA, de Julio Medem, [2007]

Quem me conhece cinematograficamente sabe, ou poderá lembrar-se que este realizador basco é um dos meus favoritos. "Lúcia y el Sexo", 2001, foi o filme que catapultou Julio Medem para a projecção internacional, tendo sido nomeado para vários prémios, colhendo outros tantos pelo caminho. O seu filme "La Ardilla Roja", 1993, constava dos filmes favoritos de Kubrick. Além de ser um autor em toda a acepção da palavra, escrevendo e realizando todos os seus filmes, é dotado de um humanismo muito próprio, transparecendo nos seus filmes essa sua qualidade. A divindade do humano, e não o misticismo do divino todo-poderoso. E, penso que é precisamente essa divindade que nos é imputada (por nós próprios), que acarreta o fatalismo e a tragédia latentes na sua obra.

Uma jovem mulher, Ana, que vive em Ibiza com seu pai, muda-se para Madrid após o seu potencial artístico ser descoberto por Justine (Charlotte Rampling). Por vezes Ana parece entrar em transe, estranhas ligações a vidas que ela não viveu surgem na sua mente, infligindo-lhe o seu sofrimento.

"Saber história serve para conhecer o passado;
mas também serve para nos protegermos dela."

Klaus, in Caotica Ana

Carregamos a história no mais profundo dos nossos seres. Tema este que já era explorado por Ken Russell, no seu filme de 1980, "Altered States". É este misticismo que Medem explora neste filme, nesta mulher. Certamente o filme mais pessoal de Julio Medem, uma verdadeira homenagem à mulher, a um legado, a uma força. A sua irmã, a quem dedica o filme, jovem pintora, que faleceu a caminho de uma exposição, surge através dos quadros e das animações do filme. E são precisamente todas estas perspectivas que lhe tiram coesão emotiva. Tudo caminha inexoravelmente para este fim, o fim do filme, o fim deste percurso para esta mulher, ou a continuação do legado, mas algures as coisas abrandam, quase param (é propositado), pois a personagem tenta recomeçar do zero, tenta fugir, mas de algum modo essa fuga quebra um ritmo ansioso que havia criado até aí, com interessantes conversas e perspectivas sobre o comportamento humano, e sobre a arte como registo da cultura, e com o aprofundar na mente desta jovem que carrega um peso demasiado grande para suportar.

" - Senhor, durante quanto tempo prevalecerá a morte?

- Enquanto as mulheres continuarem a ter filhos."

in Caotica Ana


daigoro

8 ½, de Federico Fellini [1963]


Fellini é um Autor, com maiúscula, no verdadeiro sentido da palavra. Quem já teve o prazer de degustar das suas criações sabe que serve tanto para sorver no momento do visionamento, como nos pós pensamentos; viagens posteriores a estes pensamentos levantados pela obra de arte, qualquer ela seja. Esta película é altamente biográfica, ao ponto do título do filme significar o seu oitavo filme e meio. Havia feito seis longas metragens (uma a meias com Antonioni) anteriormente, 2 curtas-metragens e uma colaboração, o que perfaz sete e meio (as curtas e a colaboração contariam apenas metade cada uma). Fellini é um viajante, no etéreo mundo dos sonhos, assim como no conturbado mundo real. Um efabulador. Neste filme, não apenas vivemos a realidade na vida da personagem neste conturbado momento, como temos acesso a pequenos deleites reservados ao poder da observação de um fazedor de imagens em movimento. A câmara viaja por entre estas personagens, mundos, ideias, e realidade com uma suavidade incrível fazendo planos-sequência uns atrás dos outros, e mesmo quando o deixam de ser, parece-nos que ainda estamos conectados com aquela dinâmica. A forma fascinante como o filme se desenrola, retratando-se a si mesmo, e à sua produção, claramente colocando Mastroianni no papel de Fellini como autor com "creative-block".

Este é um filme sobre escolhas, e o facto da personagem principal, Guido (Marcello Mastroianni), ser um realizador com uma crise criativa apenas ilustra a dificuldade na tomada das decisões, dos caminhos a tomar, das mulheres a quem se entregar. Who is who. No fundo, temos um filme que tem de ser feito, ao qual o autor foge constantemente, principalmente a dar respostas definitivas. Mas de alguma maneira reuniu todos ali para aquela produção. E mantém-nos a todos atentos e até sedentos do desenrolar da estória, ou seja, do início desta magnífíca produção. O que acaba por resultar como metáfora para a produção necessária ao enamoramento (romântico, mas não só, a sedução de um público, etc), e mais ainda à "fachada" de vida que leva, e à qual não consegue dar caminho, refugiando-se enfim em alguém em quem confia.

"If only you could be patient a little longer, Luisa.
But you've probably had enough."
Guido, in 0tto e Mezzo.

Por falta de capacidade e/ou possibilidade de se relacionar com os outros, a verdade está mais patente nas imagens concernentes ao filme do que na sua vida real. Na verdade, ambos os mundos se misturam incoerentemente, como se víssemos o mundo pelos olhos do realizador durante o seu processo criativo, e de produção do seu filme. A dúvida do autor sobre o resultado da obra, representa a sua indecisão quanto à vida, quanto às mulheres. O rumo a tomar implica tomar decisões, e este é um argumento que em plena crise criativa parecia não querer sair.

"Could you drop everything and start a new life?
Choose one thing, only one, and stick by it?
Make it your reason for living?
Something all-embracing...total, because your devotion makes it boundless?"
Guido, in Otto e Mezzo.

As mulheres são lindíssimas nos seus filmes, majestosamente belas. Toda a beleza é relativa, mas estas são belezas serpenteantes, antecedendo o pensamento do pecado bíblico por um lado, e por um outro, a beleza da realidade, das vidas e energias de todas as mulheres, representadas pela suavidade da filmagem de Fellini.

"Have no misgivings or regrets.
It's better to destroy than to create,
when one fails to create the bare essentials"

Carini, in Otto e Mezzo.


daigoro

16 May 2008

Festival de Cannes 2008



Comecou no dia 14 o Festival de Cannes, e logo com a exibicao do filme Blindness (apesar das criticas que ouvi nao terem sido muito favoráveis :-()

O cartaz do festival é uma fotografia de David Lynch, adaptada por Pierre Collier.

15 May 2008

Sharkwater

Mas ainda há alguém que coma sopa de barbatana de tubarao???!!!

23 April 2008

Um desafio....estao á altura??

Bem esta coisa do Top dos classicos abriu-me cá um apetite......
Nao desminto: adoro Top´s. Delicio-me com todo o processo de escolha e seleccao mental que termina com um simples Top. Mas pelo meio....aí! tantas recordacoes e imagens, q nunca queremos esquecer, veem-nos a cabeca! è como olharmos para um vasto catalogo fotografico de imagens, dentro da nossa cabeca, mas perto do coracao! (bem....agora esmerei-me, nao? :-D :-D)

Com o supracitado em mente, proponho “com toda a caganca e toda a pujanca” que facamos o Top dos filmes do ano q passou!
Sim....agora é o tempo certo! Ja nos demos o tempo suficiente para vermos as coisas relevantes (ou q achamos relevantes).
Vamos lá a pensar nos filmes q viram o ano passado, que sejam do ano passado (em caso de duvidas vamos ao IMDB) e que vos tocaram/emocionaram/gostaram/etc... profundamente!
Queremos inputs...uma lista de muitos, de poucos ou nenhuns, nao interessa! Queremos é q opinem!!! (eu sei q “as opinioes sao como as vaginas e cada um da-a qd quer”...mas prontos...vamos a ser um bocadinho obscenos! :-D :-D)

p.s. este desafio nao tem nada a ver com o facto de ter visto ontem o “There Will Be Blood” .....nao!!!!!! LOL :-D :-D (e mais nao digo!)

20 April 2008

Take Another (Long) Look At The Classics


Devido a uma certa extensão deste, inicialmente comment, decidi fazer um post.

Senti necessária uma certa clarificação relativamente a termos e expressões logo, aqui vai:

A idade do ouro (golden age) do cinema fica compreendida entre 1930's, talvez um pouco antes, quando surge o "Jazz Singer" (1927) (altura em que os filmes "falados" começam a aparecer) e irá até aos finais dos anos 40. Altura em que os musicais proliferavam e havia um glamour inerente ao cinema produzido em hollywood. Na década de 1940 surge o Film Noir, já inspirado nas óbvias referências do cinema expressionista alemão, (subjectividade da camara, iluminação cuidada, e contrastante) sendo alguns dos realizadores (Fritz Lang, Billy Wilder, F. W. Murnau, Otto Preminger) que o iniciaram, precisamente alemães, austríacos, e europeus em geral, em fuga do regime nazi. O americano Orson Welles com o seu "Citizen Kane", 1941, piscava já o olho a este estilo, tendo mesmo "encerrado" estes períodos com uma das suas obras, o "Touch of Evil", 1958, assim como o final do cinema "dito" clássico. Todas estas classificações terão sempre o inconsiderativo poder de serem peremptórias, no entanto é essa a visão e a posição da História, no analítico relance sobre o passado.

Isto para dizer que a definição de clássico para a maioria das pessoas é demasiado ambíguo, podendo haver filmes que não serão clássicos, mas que ainda recaem num passado já não tão recente e, logo, difíceis de serem apreciados, ou melhor, tolerados por muitas pessoas. Esta tolerância a cinema anterior à geração televisão/internet, é cada vez menor, como o caso da reflexão do Al sobre o "Citizen Kane". Filme brilhante, mesmo para os dias de hoje, de algo difícil visionamento, devido à sua linha narrativa não linear, aos seus planos subjectivos, à densidade da estória traduzida também na sua duração. Este é no entanto um filme bastante importante, e será até dos mais fáceis de encontrar. E é também este um dos problemas no que diz respeito aos filmes clássicos. Muitos dos bons são realmente difíceis de encontrar. Eu sei, tenho dedicado os últimos anos a procurar, um de cada vez e, aos poucos, a saciar a minha sede.

-Eisenstein é essencial na minha opinião, principalmente na sua fase de cinema mudo, com "Greve", 1925, e "O Couraçado Potemkin". Eisenstein efectuou imensas experiênciais sobre a montagem/edição cinematográficas, tendo escrito diversos ensaios sobre estas técnicas, de forma a enaltecer a estrutura narrativa e emotiva das suas estórias, com absoluto cariz histórico. A edição efectuada hoje em dia no cinema partiu deste senhor, da escola de cinema russa, juntamente com Dziga Vertov "The Man With The Movie Camera", 1929.

-"Pandora's Box", de Georg Wilhelm Pabst - cinema mudo, eximiamente bem filmado, e genialmente interpretado por Louise Brooks, já o Sérgio o havia referenciado.

-O "Rear Window", (Janela Indiscreta) , 1954, de Alfred Hitchcock, com a belíssima Grace Kelly, e um dos melhores planos sequência logo no início do filme, de que há memória. O "Notorious", 1946, juntamente com o "Suspicion" de 1941, são na minha opinião os melhores dele.

-"M" - "Matou", 1931, de Fritz Lang (realizador alemão que foge do regime nazi para os EUA, um dos principais realizadores do expressionismo alemão, realiza várias obras mudas, antes deste filme falado). Há muitas outras obras dele que são verdadeiramente interessantes, mas isso deixarei que seja a curiosidade a incitar-vos. "The Cabinet of Dr. Caligari", 1920, de Robert Wiene e seus espectaculares cenários, valendo a pena o sue visionamento, foi um filme que Fritz Lang estava inicialmente para realizar, tendo optado por filmar o "The Spiders", 1920.

- "La Mauvaise Graine", (Semente do Mal),1934, "Sunset Blvd.", (O Crepúsculo dos Deuses), 1950, de Billy Wilder (realizador genial, que hoje em dia é apenas associado com Marylin Monroe, e a sua mítica cena da saia a levantar-se em "The Seven Year Itch", 1955.

-"Germania Anno Zero", 1948, e "Roma, Città Aperta", 1945, de Roberto Rossellini, que inicia junto com Federico Fellini, "La Strada", 1954, e com Vittorio de Sica, "Ladri di biciclette", 1948, o neo-realismo italiano. Forma de subversão ao sufocante regime fascista e à sua implacável máquina de propaganda, devolvendo o olhar da arte ao cidadão comum e aos seus problemas.

- "Morangos Silvestres", 1957 , de Ingmar Bergman. Este realizador é incontornável, e tudo o que eu pudesse dizer sobre ele seria francamente pouco. Aconselho também, "O Sétimo Selo",1957, já referido por Al. Não é no entanto um realizador fácil devido ao seu cariz contemplativo, certamente herdado em parte pela sua paixão pelo teatro.

Haveriam outros, muitos outros importantes realizadores, como John Ford, com "As Vinhas da Ira", 1940, Elia Kazan com "Há Lodo no Cais", 1954; "A Leste do Paraíso", 1955; e "Um Eléctrico Chamado Desejo", 1951, com Marlon Brando. Este realizador é de facto muito bom, na minha opinião, tendo ainda outros filmes de relevo. Carl Theodore Dreyer, Friederich Wilhelm Murnau (referido pelo Sérgio), Frank capra com "It's a Wonderful Life", 1946; enfim, a lista seria enorme de obras de referência, e caracterizadoras destas eras.
Aproveito para lançar também o repto sobre as décadas seguintes e seus mais importantes filmes a visionar, ou seja pós 1958, ou pós 1950 (segundo o desafio do sérgio).

Esta lista está por ordem de relevância para os menos habitués destas andanças. Ou seja tentem começar pelo topo da lista e caminhar por aí abaixo (ou melhor, por aí acima).
Quanto à aversão ao preto e branco já será de cariz psicológico, mas todos nós vimos filmes recentes filmados a preto e branco e sem qualquer problema. Deixem esses complexos para trás e deliciem-se.

Finalmente remeto-vos de volta para os posts do Sérgio, e o comment ao mesmo do Ulisses, cujas óptimas observações serviram de pilares a este meu post.

daigoro

P.S.: O "The Birds" , 1963, do Alfred Hitchcock é a cores. ; )

18 April 2008

I'm not there



Esqueçam tudo o que sabem sobre Bob Dylan! Esqueçam todas as ideias, todos os preconceitos e histórias que possam saber! Os documentários e noticias, não têm lugar aqui!


Eu tenho de confessar que levei todos esses pedaços e ainda mais algumas ideias pré-concebidas que foram desenvolvidas por toda a polémica que houve sobre Todd Haynes ter escolhido a Cate Blanchett para fazer um papel no filme. Como consequência, à medida que o filme vai avançando, tive sempre de contrariar essas ideias, para não me sentir perdido ou confuso, em relação ao que ia acontecendo.


Para mim, aprendermos que o personagem central desta história é Bob Dylan, demasiado cedo, pode ser enganador, e não pela "falácia" de que vive o filme, porque esta é explicada de inicio, mas por toda esta bagagem extra que levamos para o filme.


No entanto, devo dizer que gostei do filme, das interpretações, mas não gostei de me sentir confuso e perdido! Mas também não sei a quem atribuir responsabilidades por essa confusão...
talvez a mim próprio!
Não consigo deixar de pensar no momento em que vi o "Velvet Goldmine", toda a minha "iliteracia" musical, fez-me adorar o filme e talvez um pouco mais, quando aprendi sobre o Brian Slade e a sua inspiração em David Bowie, e Curt Wild baseado em vários artistas da altura, como Iggy Pop e Lou Reed...
"Velvet Goldmine", pareceu-me um segredo bem guardado, e desta vez tal não aconteceu...e não consigo deixar de levantar a questão: Não teria sido melhor, esconder isso, neste também? Apesar de ele não esconder, ele volta a não fazer um filme biográfico, mas um filme que se baseia nessa biografia, fazendo um arranjo tal, que não só me surpreendeu, o que é optimo, como me fez sentir dúvidas e sentir-me perdido, com as poucas coisas que sei sobre Bob Dylan.
Por isso, volto ao inicio : "Esqueçam tudo o que sabem sobre Bob Dylan"!

15 April 2008

Scaphandre et le papillon, Le (2007)


É mais um livro transformado em filme, mas é sem dúvida um dos filmes que aconselho a verem. Apesar da sua temática ser um pouco pesada, o filme "acontece" com relativa facilidade. Tem ainda a característica de nos fazer pensar, e colocar-nos na posição do personagem, quer pela temática, quer pela técnica que o realizador utiliza várias vezes de câmara subjectiva.
Um filme simples, que nos deixa na boca um sabor de e se...!
E se fosse eu?
E se for eu? Um dia? Sem saber? Sem anuncio...
No entanto, não quero dizer demasiado, espero que vejam o filme.

Star Wars Revelations

Inspirado pela mega-produção de George Lucas, o norte-americano Shane Felux, produziu e realizou mais um episódio para a saga "Guerra das Estrelas".
O download do filme é gratuito. Mais de um milhão de pessoas já o viram.

Para fazer o download basta ir a
http://panicstruckpro.com/revelations/

14 April 2008

Easy entry into the classics...the list!


















1- Obrigatoriamente “Citizen Kane” (http://www.imdb.com/title/tt0033467/)
Quer se queira quer nao, um dos filmes mais bem escritos de sempre. Magnanime como a vida e um reflexo do proprio ego do seu criador. O filme mais frequentemente apontado como o melhor do seculo.
2- Chaplin é obrigatorio. Mas aqui recomendo um diptico p ver a profundidade e latitude da obra de Chaplin.
“City lights” (http://www.imdb.com/title/tt0021749/) seguido logo por "Limelight” (http://www.imdb.com/title/tt0044837/)
Vao ver q o implicacoes do segundo filme sobre o primeiro vao ter um impacto profundissimo sobre a vossa percepcao de Chaplin como actor, realizador e ... pessoa deste mundo.
3- “Casablanca” (http://www.imdb.com/title/tt0034583/)
O enredo deste filme é qs perfeito. Claustrofobico q.b. dando o tempo certo a cada um dos personagens p se desenvolver. Repleto de “one liners” memoraveis : “Play it again, Sam!” ou “This is the beginning of a beautiful friendship”
4- “Sunrise” (http://www.imdb.com/title/tt0018455/)
Este filme estava muito á frente do seu tempo! Efeitos especiais, planos de camara inovadores, subjectividade de planos, transposicoes de cenas simplesmente incriveis (mesmo agora). È mudo e isso tira a pica a algumas pessoas.....
5- Um do Hitchcock é obrigatorio.....qual é mais dificil! Talvez “Rear Window” (http://www.imdb.com/title/tt0047396/)
Mistura qs inultrapassavel de suspense, intriga e voyarismo. Um classico no genero, dificilmente igualavel na historia do cinema.

....e há quem goste do “E tudo o vento levou” ... ate nao é mau como épico, mas esta mts furos abaixo dos exemplos mencionados acima! :-P :-P

Existiriam muitos, muitos outros para mencionar, alguns q eu ate gosto mais, mas q nao sao o proposito desta pequena lista, ou seja, titulos classicos acessiveis para entrar nesse maravilhoso campo, onde a historia e as estorias se fundem para nos trazer, o q se chama vulgarmente de “the golden age of cinema”.

E voces? Que classicos recomendariam p alguem que, por exemplo, nunca tenha visto um filme a preto e branco (digamos, +/- 1° metade do seculo anterior)....mas cuidado, nao estou a perguntar qual o classico q voces gostaram mais....isso é outra lista!!!!

A este post gostava MESMO de ouvir alguns dos vossos feedbacks! Vamos lá contribuir! :-D
Construtivamente!

13 April 2008

Vertigo Store



A loja Vertigo é uma das minhas preferidas quando vou ao CCB (Centro Comercial Bombarda) no Porto. Para além de muitos artigos presenteáveis nos aniversários tem também objectos de coleccionismo de boa qualidade. Gosto particularmente das fotografias a preto&branco das estrelas da era dourada de hollywood e pequenos cartazes de andy warhol.

quem vier ao porto nao deve deixar de espreitar esta loja, e assim de repente espreitar também o resto das lojas existentes neste novo espaço.

11 April 2008

"Network", de Sidney Lumet [1976]


Talk about bad T.V..
"Network" é um filme de 1976, de Sidney Lumet, que eu apenas havia "visto" em "Serpico", 1973, ou em "12 Angry Men", 1957 , ambos óptimos exemplos da necessária maestria apontada a um realizador, e Network não foge à linha de um realizador interventivo, à frente do seu tempo, colocando questões que nós (alguns) apenas nos colocamos agora. E mais do que as colocar, julga-as no mesmo MEIO que usa para as expor, a T.V.. Sim, a t.v., mas em maiúsculas. Aquela que nos deteriora a mente. A manipulação da mente através da programação, baseada em estudos de mercado e em campanhas de marketing. Como diria o "Bulworth" ( de Warren Beaty, 1998), "Cut to commercial, cut to commercial".

Sidney Lumet expõe de uma forma displicente, e sem categorizar, contemplar, ou julgar, a ética de mostrar os vários aspectos da nossa cultura actual, e principalmente no preço que asseguradamente todos nós têm pendente sobre a sua cabeça, como passível de ser vendável, ou potencial comprador de determinado produto.

A premissa do filme não poderia deixar de ser apelativa. Um apresentador de telejornal é despedido, entrando numa espécie de transe expondo a sua raiva, profetizando revelações concernentes a todos. O canal de televisão resolve explorar esta precognição de tão invulgar profeta.
Um elenco de luxo, com Peter Finch à cabeça, vencedor de vários prémios incluindo o Oscar para melhor actor. Elenco de luxo tendo arrebatado os Oscares dos actores neste ano quase todos, incluindo o de melhor argumento original. Faye Dunaway, está uma princesa do gelo, bela e distante, Robert Duvall, aguerrido e com a ganância verde nos olhos, bem viva.

A realização de Sidney Lumet é consciente e extremamente consistente, mostrando de forma voyeurística aquilo que já é observado, quer pelo espectador, como incógnita sempre presente do mundo da televisão, quer pelos responsáveis pelo canal de televisão que resolvem colocar Howard Beale no ar, juntamente com as suas "lunáticas" e proféticas visões enraivecidas. A camara de Lumet deambula entre este mundo, conscientemente assumindo a existência desse invísivel (o público), mas colocando-se de forma fatídica à margem de qualquer envolvimento.

Este não é um filme sobre a televisão, mas sim sobre o abusador poder desta, e a sua esmagadora capacidade de vulgarizar, talvez mesmo destruir, tudo aquilo em que toca.

"All we say is,
«Please. At least leave us alone in our living rooms.
Let me have my toaster, my TV, my steel-belted radials.
I won't say anything. Just leave us alone.»
I'm not gonna leave you alone.
I WANT YOU TO GET MAD."

Howard Beale, in "Network"

daigoro

10 April 2008

henry&june


revi o "henry&june" aos bocados. intermitentemente num misto de saborear e de dificil de engolir.
lebrava-me de muito pouco, mas à medida que o filme ia passando ia-me relembrando e lembrando do que senti à tantos anos atras quando o vi pela primeira vez. as partes que mais me tinham marcado e as que nem por isso e por isso mesmo agora me tomaram de surpresa. ai ai a maria de medeiros... perto dela a uma thurman parece tão vulgar.
uma coisa que não me lembrava era do ar teatral que se respira durante o filme, como se conseguisse cheirar a madeira velha de um teatro qualquer. outra coisa que não me lembrava era da inocencia, se calhar candura é melhor, que nos embala e rodeia lentamente como um nevoeiro que não se ve chegar. por isso mesmo as partes mais tensas, violentas, são verdadeiramente angustiantes pelo contraste com tudo o resto.
deu-me vontade de escrever...
um dos promenores que não me lembrava e me surprendeu é que ela só publicou certas coisas depois do marido morrer. respeito é muito bonito e eu gosto, ja dizia a minha mãe. um toque de classe extra.
para acabar apetece-me ir ao inicio. o titulo. aqui esta outro toque de classe extra. algo que parece obvio, mas que nas maos errradas podia muito bem ter sido "anais" ou assim qualquer coisa. digo isto porque o filme é realmente sobre ela e no fundo ela é a unica real pessoa do filme com os outros sempre em segundo plano. a evolução, o crescer é todo dela enquanto os outros são mais pedras de diferentes tamanhos e feitios. e apesar de alguns serem deslocados pelo vento acabam o filme sendo a mesma pedra do inicio com uma face diferente virada para cima. ja a maria de medeiros faz-me mais lembrar as sementes de um dente de leão que com esse mesmo vento se liberta da planta e vai percorrer novos caminhos.
bem já tou a ficar meloso...aquele vestido de renda...já me tinha esquecido porque é que lhe achava tanta piada. maria de medeiros

galarim.blogspot.com

As curtas da BMW

Quem se lembra de serem anunciadas umas curtas, com uma producao milionaria, patrocinadas pela BMW, que incluiriam um punhado "creme-de-la-creme" de actores e realizadores? pois é...decorria o ano de 2000 ... e até 2002 estavam todas cá fora!
Tive a sorte e o prazer de as encontar todas em Podcastfeed e, meus amigos, vale mesmo a pena andarem um bocado á procura disto na net (talvez youtube)
... obviamente sao curtas e por isso a mensagem tem q ser entregue mt rapidamente...
... obviamente umas sao melhores q outras...
... obviamente que "nao há pai" p a curta do Inarritu... (consegue fazer em 8 min o q alguns filmes simplesmente sonham fazer em 2 horas!)

p os interessados, os nomes e links p o imdb:

08 April 2008

Uma acidental lavagem de cara

Olá cinéfilos,
por motivos de ordem técnica fui forcada a fazer uma lavagem ao layout aqui do nosso blog, nada de relevante.
O que de facto foi relevante foi que perdi os links que anteriormente tinhamos aqui no blog :-(
Por isso, pedia-vos que se tivessem links interessantes que podessem constar aqui das nossas listinhas que me mandassem para que eu os possa adicionar.
Fico à espera das vossas sujestoes.

07 April 2008

She's Got Bette Davis Eyes



em jeito de homenagem a uma das divas do cinema, deixo aqui um best off da bette davis.
nasceu em 5 de abril de 1908 e morreu no dia 6 de outubro de 1989.

enjoy

01 April 2008

"The Tenant" , by Roman Polanski [1976]


The Tenant - Le Locataire [1976]
Se o minimalismo da tensão cinematográfica foi criado e executado usando apenas duas notas na composição de John Williams, para Spielberg, em "Jaws", tenho que estabelecer o paralelo com este filme de Roman Polanski. Filmado na altura em que o jovem realizador já se encontrava a viver em Paris, depois do assassinato de sua esposa pela família Manson, Polanski toca um verdadeiro concerto com tão poucas notas e menos ainda instrumentos. Desconcertante para dizer o mínimo, a personagem interpretada pelo próprio Polanski, vê-se constantemente forçada a tomar decisões que não quer tomar. É um ser indeciso, sem grande capacidade, ou força interior, pelo menos aparente, até que se torna compulsivo no comportamento, e mais uma vez, não por vontade própria, sente-se compelido a agir. Como se o destino estivesse já mais do que traçado, e de forma alguma ele lhe conseguiria escapar, por mais que se esforçasse. Quem já viu o filme poderá compreender um pouco melhor esta minha apreciação. Quem não viu, não sei do que está à espera. O filme deambula entre a comédia-negra, e o thriller/suspense, dificilmente decepcionando qualquer espectador.

A personagem de Polanski procura um apartamento em Paris, encontrando um aparentemente perfeito, mas que ainda não se encontra vago. A locatária anterior tentou cometer suicídio, encontrando-se ainda no hospital em estado grave.

O filme pisca o olho a Hitchcock, com uma construção metódica, envolvendo o telespectador num cada vez maior turbilhão de demência, deixando-nos em suspense quase desde os primeiros minutos. Uma constante expectativa que seria como algo que, sem que reparemos, penetrou a nossa pele e move-se por debaixo desta, inatíngivel, intocável. Por mais que tentemos coçar.

O filme tem um bela cinematografia, quer nos exteriores, (Ah, Paris...) assim como no edifício que conduz ao apartamento tornando-se um lugar claustrofóbico, acentuando o isolamento da personagem, para o qual a janela para o exterior e até mesmo os espelhos no seu interior apenas ajudam a enclausurar ainda mais esta personagem. Se uma falha existe, poderá ser considerada a de o início ser algo lento, algo que é absolutamente necessário para a determinação da psicologia da personagem, e da vida aborrecida que este leva, (ao ponto do seu emprego ter alguma parecença com o de Kafka) assim como o seu envolvimento em toda a estória enquanto entra num mundo novo.
A não perder. O terror já não é o que era.

"Cut off my head.
Do I say, me and my head, or me and my body?
What right does my head have to call itself ME? "

Trelkovsky, in "The Tenant"

daigoro

31 March 2008

Zeitgeist , by Peter Joseph


http://www.imdb.com/title/tt1166827/

este não é um filme de verdades absolutas. É um filme de questões intemporais. Até onde é que vão as nossas vontades? Até que ponto sou livre? Até que ponto o meu pensamento é livre?

É importante abrir a mente e prepará-la para questões, principalmente para nos questionarmos a nós próprios e a questionarmos os nossos pré-conceitos.

Zeitgeist significa, em alemão, literalmente, "o espírito do tempo", tempo no sentido de "era"; a palavra tem imensas traduções e, sendo proveniente do romantismo alemão, revela a observação a posteriori deste espírito sob o olho atento da história. É uma questão de unidade, para a qual todos construímos quer como pessoas, depois como nação e, finalmente, como mundo (Weltgeist).

As implicações filosóficas deste termo, e das considerações daí derivadas para o ser humano como indivíduo, e para a Terra, como "espírito colectivo", quer queiram pensar espiritualmente, como Gaia, ou Deus; quer fisicamente, com a nossa presença e forçosa influência, quer nas vidas uns dos outros, quer no próprio impacto ambiental; e do próprio filme são além de extensas, complexas.

O filme foi um projecto independente de um realizador, Peter Joseph, que sem interesse algum em vender o filme, mas sim em veícular a sua mensagem, criou um site onde o filme está disponível para visionamento online, Zeitgeist-The Movie, com legendas em várias línguas, sendo também possível o download por torrent, ou compra do dvd, para quem quiser. Houve um filme anterior chamado American Zeitgeist, o qual ainda não tive oportunidade de ver. O filme tem muitas mensagens, e uma delas é que devemos procurar, investigar por nossa própria mão, se quisermos saber a verdade, principalmente sobre o que nos dizem. Ah, e a T.V., como alguns de vocês já sabiam/suspeitavam não é um elemento fiável de informação. E principalmente, é um dos piores geradores de pensamento.

Poucos serão os que irão ver o filme (apesar do link acima), muitos mais serão os que não se deixarão tocar. Este filme é enquadrado na categoria de documentário-teoria da conspiração. Eu não concordo, e daí falar nisto. Tem o seu quê de teoria da conspiração, no entanto as suas ideias vão muito mais além. A ideia por detrás do filme é bastante superior a isso. Mas isso eu deixo ao vosso critério.

"They must find it difficult...
Those who have taken authority as the truth,
rather of truth as the authority."

Gerald Massey

daigoro

The Bucket List (2007)

"Nunca É Tarde Demais"
Filme de domingo à tarde para a família toda chorar! Por acaso fui vê-lo a uma sábado à tarde que dá na mesma. by the way, com sala cheia!!! fogo...

Os dois actores como é óbvio só podíam estar muito bem, aliás os papéis parecem ter sido desenhados para eles! É o típico Morgan Freeman muito calmo, culto e sabedor e o típico Jack Nicholson que curte curtir a vida e se está a lixar para os demais. Portanto em termos de representação não há nada a salientar, estão muito bons como só poderia ser. Cenas do filme: é divertido ver todas as coisas que eles vão fazer e muito interessante todos os sítios que eles vão visitar. Quando inevitavelmente a parte da comédia termina e o filme torna-se um pouquinho mais sério oiço gargalhadas numa cena do jack nicholson a não conseguir abrir uma embalagem plástica com o seu jantar... esta gente!! noutro contexto aquilo teria tido a sua piada, no contexto em que foi por favor, foi completamente descabido, esta malta vai ao cinema e nem presta atenção ao que está a ver..
Voltando ao filme, qualquer pessoa sabe como irá acabar a história dos dois personagens: "algures no fim do filme vão morrer" ok, portanto nem dá hipótese de chorar, supostamente. Mas eu com o tema morte... é inevitável, e até me estava a aguentar muito bem, a "gota de água" foi na última vez que vemos o jack nicholson a riscar um determinado item da lista, pronto a partir daí esquece :D quando o filme acabou tinha o pescoço encharcado, sim que eu já não limpo as primeiras lágrimas, deixa lá que logo se limpa tudo no fim :)

Outra coisa que se poderia dizer do filme era:
quando souberem que vão morrer, arranjem um amigo com muito muito muito muito dinheiro e vão curtir à grande! Há lá uma cena de carros altamente! a do pára-quedismo também não está má :)

El Laberinto del Fauno (2006)

Comprei-o hoje! Bons filmes a menos de 10€ na fnac é o que dá... não resisto. E percebi que não tinha chegado a fazer nenhum post na altura que vi o filme, portanto aqui vai.
Vi o filme creio que há um ano, arranjaram-me bilhete para ver a ante-estreia nos cinemas, o filme já tinha estado no fantas onde até ganhou o prémio de melhor filme. Não sou grande grande fã de filmes de fantasia, mas como este filme do Guillermo del Toro ganhou 3 óscars (http://www.imdb.com/title/tt0457430/awards) e o festival do fantas, ok, vamos lá dar-lhe uma chance e acabei por curtir bue o moove!
A história prendeu-me, a parte da fantasia conseguiu não me "massacrar" de seca! pois a história está dividia entre a realidade e a fantasia o que trás um óptimo equilíbrio ao filme. Passa-se em Espanha numa altura qualquer de guerra (já não me lembro de todos os detalhes), tem cenas muitos fortes e cruéis na parte da realidade o que faz com que a miudinha (personagem principal) se vá refugiar no seu mundo de fantasia de uma forma qb. Está muito bom!
Outra coisa que gostei muito no filme foi da voz do Fauno, muito profunda mas no entanto apaziguadora, personagem que nunca sabemos se será dos 'bons' ou dos 'maus' :) só mais para o fim do filme. Adorei o som, a cor e a fotografia do filme, os óscars "estão lá";)
Ganhou para:
- Art Direction
- Cinematography
- Makeup
Nomeado também para:
- Original Score
- Best Foreign Language Film of the Year - Mexico
- Original Screenplay - Guillermo del Toro
Já tinha sido feita uma referência a este filme neste blog ;) no post TOP 2006

25 March 2008

Persepolis




Aqui está um exemplo de como, um desenho animado, pode transmitir melhor (e mais facilmente) a complexidade de uma sociedade em costantes mudanças!
O filme é Persepolis ( http://www.imdb.com/title/tt0808417/) e conta a estoria de uma rapariga que passa pelas mudanças politicas e religiosas da sociedade Iraniana antes e pós "islamic revolution".
Por si só o tema é complexo q.b. e só contá-lo ja requeria alguma "ginástica" de argumento...mas o filme não se fica por ai e adiciona elementos hilarantes de humor (exemplo na imagem acima) com toda a pujança dramática q se espera de uma estoria passada nos meandros de um dos regimes religiosos mais duros. Sim, o ritmo é um bocado acelarado de maneira a contar tudo o que tem p contar (talvez o "defeito" mais comum q se lhe pode apontar) mas por outro lado surprende-nos nos momentos q tem q transitar de uma imagem "querida" p um acontecimento brutal....ou seja, a realidade de viver naquele pais! Pena q para o fim denota-se uma certa perda de vapor.... :-(
Em suma: este filme mostra-nos q a alegria e "criancisse" de crescer é independete do pais onde isso acontece, e por mais dificil q isso seja, a unica coisa q é realmente importante é manter os nossos ideais. SEMPRE!
P.S. Se bem se lembram eu adorei o "Ratatouille" mas este não fica atrás, embora de uma maneira diferente! Por isso o Oscar de melhor filme de animaçao 2007 seria dividido: este ficaria com a cabeça e tronco, o "Ratatouille" ficaria com as pernas! :-D LOL

24 March 2008

there will be blood


humm....
tenho as mãos presas, contraidas de mais, como se o sangue não conseguisse percorrelas como devia.
a respiração é presa e a cada expiração ouço um rugido abafado que o ar provoca ao conseguir escapar.
já sentiram o odio? não o odio por esta ou aquela pessoa que fez isto ou aquilo e que passa com um afagar de cabelo ou uma noite bem dormida. este sentimento é tão dificil de descrever como o amor, a diferença é que sobre o amor já muita gente tentou ... e falhou. sobre o odio nem por isso mas de vez em quando lá aparece alguem que o faz. a maior parte das vezes corre mal. é dificil fazer algo bem feito, tanto apaixonado como quando se odeia verdadeiramente. o mais comum é sair uma canção pop ou uma treta qq tipo gore.
mas de vez em quando, muito de vez em quando, alguem consegue destilar uma infima parte desta gosma. é um veneno preto e viscoso que lentamente toma o lugar do sangue. primeiro é o cerebro que é afectado, fica focado e alerta como um animal selvagem encurralado, os membros enrigessem, tensos pelo constante estado de alerta... no fim respirar tornasse dificil e por fim podesse perder a fala, distorcida por uma garganta que não quer deixar o ar escapar.
assim nasce a besta.
a besta vive e morre como qq outra pessoa mas normalmente pelo meio há sangue...

The Other Boleyn Girl (2008)

Gostei. Muito simples e clean, com bons actores à mistura. Foi um bom filme para ver neste fim de tarde de domingo de Páscoa. http://www.imdb.com/title/tt0467200/
Não sei se muitos de voces já estão familiarizados com a história, eu estava, pelo menos muita gente sabe quem foi a Anna Bolena e qual a sua história. Para quem não sabe e só para localizar cinematograficamente :) Henrique VIII é o pai da Elizabeth (http://www.imdb.com/title/tt0127536/) e este filme passa-se antes dela nascer. Qual é que é a cena? A cena é que (isto é como as novelas) ele é o rei da Inglaterra casado com uma espanhola, Catarina de Aragão, que apenas lhe dá uma filha mulher (irmã mais velha da Elizabeth), farto de não ter filhos machos, acaba por se apaixonar pela Anna Bolena que apenas "cede" ao rei se este se casar com ela. Por isso ficou para a história, fez com que um rei cortasse relações com o Vaticano e criasse a "sua" própria igreja para se separar da espanhola e casar com a sua tão desejada Anna Bolena. Já se percebeu que a Elizabeth será filha desta, certo? A história não se fica por aqui mas já chega, o que importa é a ironia na vida deste rei que tanto fez e tanto quis ter um filho homem que nem fazia ideia que a melhor era da Inglaterra seria governada pela filha que teve com Anna Bolena.
Neste filme ficamos a conhecer a irmã e o resto da família de Anne Boleyn, que eu desconhecia de todo. Há muitos telefilmes e séries sobre Henrique VIII, cada um mostra a história de uma certa perspectiva, e esta é só mais outra. Curti conhecer esta história de Mary Boleyn, mas com os actores: Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana a história fica ainda mais interessante!
De notar que gostei muito mais deste filme (antes da "Elizabeth" nascer) do que do 2º filme da Elizabeth (Elizabeth: The Golden Age) que considerei completamente desnecessário.